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Dia 2 de abril de 2017 | Por Audrey Scheiner | Sobre Arte e Comportamento e Educação e Notícias

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O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, ou simplesmente Dia Mundial do Autismo, é comemorado hoje, dia 2 de abril. A data serve para ajudar a conscientizar a população sobre o autismo, um transtorno no desenvolvimento do cérebro que afeta cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo.

Esse dia foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 18 de dezembro de 2007, com o intuito de ajudar a derrubar preconceitos e esclarecer a todos.

Em colaboração com Silvia Ester Orrú, Profa. Dra. em Educação da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL), em Minas Gerais, e Eugenio Cunha, psicopedagogo, jornalista e coordenador da Clínica-Escola do Autista em Itaboraí, no Rio de Janeiro, a Revista D+ fez uma lista sobre 10 coisas que você precisa saber sobre o autismo.

Veja a seguir:

  1. Critérios modificados. Em 2013, a Associação Americana de Psiquiatria fez uma modificação nos critérios de diagnóstico do autismo. Não é preciso mais falar “pessoas com síndrome de Asperger, Síndrome de RETT ou Autismo Infantil”. Hoje, o correto é dizer: pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
  1. Um dia mais azul. Neste dia 2 de abril, o Cristo Redentor, assim como outros pontos turísticos da cidade, se cobre de luz azul. Sabe o porquê desta cor ser a escolhida? Nascem muito mais meninos do que meninas com o Transtorno do Espectro Autista.
  2. Atenção aos primeiros três anos da criança. Porque as crianças começam a interagir mais umas com as outras e estão na fase escolar, o que permite que as questões relativas às dificuldades de comunicação e socialização fiquem mais visíveis.
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  1. Sem comunicação? Não é preciso ter pânico. O autista é bem visual, portanto, é preciso criar estratégias por meio de uma comunicação alternativa. Existem pais que estabelecem um programa de comunicação visual. Com o passar do tempo, é possível alia-la às associações que podem ser feitas no cotidiano, como, por exemplo, mostrar visualmente e falar, mostrar visualmente e executar.
  1. Comunicação alternativa é o melhor meio. Por meio de um quadro de rotina, mostre o cotidiano de forma visual. Isto é, a hora de acordar, tomar café, tomar banho, ir para a escola etc. Da mesma forma, a escola faz um quadro com a rotina da sala de aula. Quando uma criança desenvolve um comportamento ligado a uma atividade específica, como fazer para que ela se estimule mais nisso e em outras atividades? É preciso primeiro ver se esta atividade específica traz prejuízo para a criança. Há autistas que ficam obsessivos fazendo sempre as mesmas coisas, o que dificulta o desenvolvimento cognitivo e social, como acontece com as estereotipias. Nesses casos, é preciso criar estratégias para a inibição dessas atitudes, substituindo-as por outras de cunho social. Há, porém, alguns interesses peculiares que podem ser utilizados como um ponto de contato com a criança, como, por exemplo, o gosto por um brinquedo ou um tema.
  1. Todo ser humano é diferente. E as pessoas com autismo não são tão diferentes das outras pessoas. É uma ingenuidade da sociedade pensar que o ser humano é igual e homogêneo em diversas coisas. Os filhos não são iguais aos pais. Todos temos preferências, temperamentos e gostos. A essência do ser humano é ser diferente. Esse padrão de homogeneidade colocado na sociedade faz com que todos os locais públicos e privados tenham o mesmo padrão. Isso atrapalha muito a acessibilidade e inclusão social para as pessoas com autismo e com outros tipos de deficiência. As pessoas com autismo apenas têm uma percepção de mundo diferente das outras pessoas.
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  1. Um dom a ser aprimorado. Crianças com autismo podem se envolver em atividades específicas e isso pode se tornar um talento em potencial. Quando é investido, incentivado e auxiliado no talento e potencial de uma pessoa com autismo, toda a sociedade sai ganhando. Ela pode se tornar um ótimo pianista, matemático, artista, cozinheiro, entre outras coisas, contribuindo, assim, para com a sociedade, o próprio mercado de trabalho, sua autonomia e sustento financeiro.
  1. Mudanças repentinas de humor. É comum haver choros, risos e agitações em momentos em que esses comportamentos não são propícios. Pessoas com autismo podem chorar desesperadamente por não serem compreendidos. Não é simplesmente uma birra, como é identificado em outras crianças sem autismo. É muito importante observar com carinho e sensibilidade esses momentos.
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  1. Vivendo e aprendendo na escola. É importante que as crianças com autismo estudem es escolas regulares, e não segregadas em escolas especializadas. Assim as crianças autistas podem aprender com as outras e também ensinar. Isso ajuda muito no desenvolvimento da comunicação.
  1. Convivência é essencial. Respeito também. Os autistas têm plenas condições de conviver com outras pessoas, apesar de possuírem algumas limitações, principalmente na interação social e na comunicação. Antes de tudo, essa pessoa é um ser humano e ela deve ser tratada como um. Não se trata apenas de “um autista”, mas é alguém com sentimentos, desejos, preferências e com seu próprio temperamento, como qualquer ser humano.                                                                                                                                                                                                                                                                Sílvia Ester Orrú

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Pedagoga e psicopedagoga. Mestre e doutora em Educação. Professora da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Brasília (UNB). Coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Aprendizagem e Inclusão (LEPAI). Autora dos livros: Estudantes com necessidades especiais, Autismo, linguagem e educação, Autismo – O que os pais devem saber? e Para Além da Educação Especial – Avanços e desafios de uma educação inclusiva, todos da Wak Editora.

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Eugenio Cunha

   Eugênio-Cunha---arquivo-pessoal-3---11-set-2015---Cópia

Doutor em Educação, psicopedagogo, jornalista, palestrante, pesquisador do GRUPPE/UFF/CNPq, professor da Faculdade Cenecista de Itaboraí, coordenador da Clínica-Escola do Autista, em Itaboraí. Autor dos livros: Afeto e aprendizagem, Autismo e inclusão, Afetividade na prática pedagógica e práticas pedagógicas para inclusão e diversidade e Autismo na escola: um jeito diferente de aprender, um jeito diferente de ensinar, publicados pela WAK Editora.

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