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1º Brincar é Para Todos de Santos conquistou um grande público
Dia 17 de outubro de 2017 | Por Brenda Cruz | Sobre Esporte e Notícias
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O Emissário Submarino em Santos recebeu no último sábado, 14 o 1º Brincar é para Todos, promovido pelo projeto Empresto Minhas Pernas. A Revista D+ foi e cobriu o evento em uma manhã onde só se viu alegria e diversão por todos os lados.

Embora o sol tenha se escondido em boa parte da manhã, ficando atrás das densas nuvens cinzas, o termômetro bateu os 32º, e as areias de Santos tingiram-se de muita cor e alegria, afinal, quem não fica feliz ao brincar? Este era o objetivo do 1º Brincar é para Todos, promovido pelo projeto Empresto Minhas Pernas, que começou em janeiro de 2016 e, em sua primeira corrida, em Santos, município de São Paulo, não contava com nenhuma cadeira adaptada para o esporte. “Nós corremos na raça, empurrando as cadeiras de rodas do dia-a-dia dos participantes. Em maio do ano passado já tínhamos o triciclo e fizemos a prova de 10 km da Tribuna, que é a maior prova festiva aqui de Santos”, contou a fisioterapeuta Ana Paula, uma das fundadoras do projeto.

Ela ainda revela que nesta primeira prova eles tinham quatro triciclos e 32 condutores. Neste ano, o número de participantes aumentou muito. “Nós estávamos em um grupo de 17 triciclos e quase 200 pessoas. O grupo deu uma alavancada e a gente se encontra todo sábado, às 7h30 da manhã”, conta. Ana Paula ainda afirma: “E não é para treinar! É para socializar, porque estamos passando do ponto da inclusão: já estamos na luta da socialização, para dizer que somos todos iguais”.

A fisioterapeuta ainda diz que se ainda falamos em inclusão é porque há exclusão. “Em nosso encontro aos sábados, nós damos uma corridinha e fazemos um treino de ginástica funcional, todos juntos. Mas o mais importante é fortalecer os laços, as amizades e graças a isso conseguimos fazer esse evento”, pontua.

Esportes adaptados para todos

Diversos esportes fizeram parte do projeto que esteve em sua primeira edição no Emissário Submarino, em Santos. Entre eles, o tamboréu, que foi adaptado ali na praia mesmo, conforme a necessidade do seu participante.  “A nossa ideia foi apresentar o esporte de modo geral, e trazê-lo para uma forma adaptada, mostrando como funciona para as pessoas que não se locomovem facilmente. Uma moça com deficiência visual participou: ela sentiu e rebateu a bola. Foi super legal!”, conta Carolina, 21 anos, que joga tamboréu desde os 11 anos. “Eu acredito que é muito importante aproximar um esporte que já estava em decadência a tantas pessoas, independentemente de sua condição”.

De Guaratinguetá, interior de São Paulo, veio o pequeno João Lucas Gonsalves de Oliveira, sete anos, com sua mãe, Thais Gabriela de Oliveira Gonsalves, 23 anos. Eles fazem parte de um projeto apadrinhado pelo Empresto Minhas Pernas chamado Anjos de Rodas, que também realizam corridas de ruas.

“O João tem uma síndrome ainda não definida, ainda não conseguimos fechar o diagnóstico dele, possivelmente uma chamada Síndrome do Cérebro Fronto Facial. Trata-se de um caso raro: seria o terceiro no mundo, mas ele vem se desenvolvendo bem dentro do quadro. Ele já conhecia a praia, mas é a primeira vez que viemos com um projeto como esse”, contou Thais.

Outro esporte que caiu no gosto do público, em especial do público surdo, foi o goalball, que é jogado por pessoas cegas. “Isso aqui é totalmente diferente do que imaginamos que seja o goalball. Aqui é uma vivência de conhecimento, a ideia é essa brincadeira. Como o nome do projeto é Brincar para Todos, resolvemos brincar com todo mundo. Nosso maior medo era de como as coisas iam acontecem com a pessoa com deficiência auditiva, mas foram eles que mais gostaram”, apontou Danilo de Souza Rong, técnico da equipe de goalball masculino e feminino da cidade de Santos.

Ele ainda ressalta que a adaptação do jogo foi muito fácil, já que, como educador físico, usou uma técnica comum para treinadores de goleiros para treinar seus reflexos para pegar a bola. “Eles ficam de costas e com o sinal visual eles viram e tentam pegar a bola, que já foi jogada no mesmo instante pelo adversário”.

Sobre as ondas do mar, pranchas conquistaram adultos e crianças, com e sem deficiência. A atividade pôde ser realizada com o auxílio de voluntários e professores de surfe. “No surfe nós conseguimos proporcionar um avanço para essas crianças. Sabemos que nem tudo é fácil, mas conseguimos transformar as coisas com amor e dedicação. Todos os que estão aqui hoje, estão fazendo com muito amor”, contou sem sair da água, Miguel Carlos Valdovski, professor de surfe.

Para conhecer e participar do projeto Empresto Minhas Pernas entre na página do Facebook deles, curta e compartilhe para que mais pessoas conheçam: www.facebook.com/emprestominhaspernas.

Chegou a hora de conferir as fotos desse dia que foi SENSACIONAL!

Texto e Fotos: Brenda Cruz

 

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