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Dia 27 de março de 2017 | Por Brenda Cruz | Sobre Cursos, Feiras & Eventos e Idosos

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Domingo ensolarado, alegria, entretenimento e inclusão formaram o cenário do 3° Caminha Down, realizado ontem, 26, no Parque Estadual Villa-Lobos, São Paulo. O evento de comemoração ao dia da conscientização sobre a síndrome de Down (21/03) uniu ONGs, coletivos e famílias com o intuito de sensibilizar a população pela causa e facilitar a troca de informações.

“Ações como o Caminha Down são de extrema importância para a diminuição do preconceito que gira em torno da síndrome porque, ao entrar em contato com as crianças, jovens e adultos presentes, as pessoas percebem que a convivência é possível”, afirma Rosana Bignami, 52, coordenadora geral do evento.

Apesar desse último Caminha Down ter tido mais adesão do que as edições anteriores, Rosana aponta a necessidade de existirem mais projetos a fim de promoverem a interação. “A sociedade ainda está um pouco fechada para a síndrome de Down. Nós temos leis, mas, isso não garante a inclusão. Na verdade, a interação social efetiva vai acontecer quando não precisarmos de regras. Acredito que vamos chegar lá, mas ainda temos obstáculos pela frente”.

O evento teve abertura às 9h com uma apresentação de capoeira infantil. Em seguida, atrações de canto e de diversas danças deram continuidade à comemoração.

Ao longo do evento, os participantes também puderam conhecer projetos e trabalhos de ONGs que estavam sendo expostos em pequenas tendas. Enquanto que brinquedos, livros, personagens de filmes infantis e os doutores da alegria fizeram o dia da criançada que acompanhava os pais. Paralelo ao Caminha Down, acontecia o 3º Bike Down.

“Escolhemos celebrar o dia de conscientização da síndrome com o uso de entretenimento para mostrar que a pessoa com Down é capaz de trazer alegria”, explica a coordenadora geral. O Caminha Down encerrou as apresentações de abertura às 14h, horário que iniciou a caminhada pelo parque. Faixas como “Transformar o preconceito em um novo conceito” deram o tom da passeata.

Suzana Barbosa da Silva estava com o marido Josemar, o filho mais velho, Gustavo, e a pequena Lorena, de apenas 11 meses, no Caminha Down pela primeira vez. “Descobri que a minha filha tinha a síndrome no momento do nascimento. Desde então, essa realidade faz parte das nossas vidas. Soube do evento pelo grupo Mães com Down, do Whatsapp, e resolvi vir. Agora sou apaixonada, fã número um!”, conta.

Para quem gostou da iniciativa promovida pela Rosana Bignami e quiser contribuir com o Caminha Down, tem uma campanha no site Kickante, disponível por mais 29 dias para a arrecadação de recursos. A meta de alcance para o pagamento de custos do evento é de R$ 10.000, mas, por enquanto a campanha conta com R$ 3.450.

Texto: Mayra Ribeiro Fotos: Brenda Cruz

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