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O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, celebrado no domingo, 3 de dezembro, é uma data comemorativa internacional promovida pelas Nações Unidas desde 1992, com o objetivo de promover maior compreensão dos assuntos referentes à deficiência e para mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e o bem-estar das pessoas. A data procura também aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspecto da vida política, social, econômica e cultural.

A cada ano o tema deste dia é baseado no objetivo do exercício pleno dos direitos humanos e da participação na sociedade, estabelecido pelo Programa Mundial de Ação a respeito das pessoas com deficiência, adotado pela Assembleia Geral da ONU em 1982. O tema desse ano é “Transformação para uma sociedade sustentável e resiliente para todos”.

Abaixo, a Revista D+ separou algumas dicas do guia  Como falar sobre deficiência, escrito pela deputada federal Rosinha da Adefal (PTdoB-AL) :

Não usar a palavra PORTADOR!

Expressões como “portador de deficiência física”, “pessoas portadoras de necessidades especiais”, ou “pessoa portadora de deficiência” caíram em desuso. O mesmo vale para “pessoa deficiente”, “incapacitados”, “excepcionais” e “especiais”. Essas também não são mais usadas. Mundialmente se fala “pessoa com deficiência”.

O fato de não se usar o termo “portador” é porque, gramaticalmente falando, uma deficiência não se “porta”, como uma bolsa ou um guarda-chuva. Ninguém se desfaz de uma deficiência.

Diversos projetos de lei, proposta de emenda à constituição e outras proposições já tramitam no Congresso Nacional com o objetivo de atualizar a nossa legislação no que se refere à terminologia, abolindo-se o “portador de deficiência”.

Deficiência NÃO É DOENÇA!

Deficiência não é doença e isso é um fato. Deve-se evitar tratar as pessoas com deficiência como se elas precisassem ser curadas. Como qualquer outra pessoa, as que têm deficiência ocasionalmente adoecem. Mas, na maior parte do tempo, se encontram saudáveis e aptas para uma vida de experiências como qualquer outra pessoa.

Sem comparações anormais!

“Apesar de ser uma pessoa normal, concorreu para vagas destinadas às pessoas com deficiência”. O que? Nada disso! Cuidado com as comparações ao relacionar pessoas sem deficiência e pessoas com deficiência. Evite classificar umas como “normais”, pois isso significa considerar as outras “anormais”, o que é um equívoco.

O conceito de normalidade é complexo e bastante questionável. “De perto, ninguém é normal”, como já dizia Caetano Veloso. Isso vale para TODAS as pessoas!

No Brasil, cerca de 45.606.048 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência, o equivalente a 23,9% da população geral, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa deficiência pode ser visual, auditiva, motora, ou intelectual. A cada dia, a luta pela inclusão é constante. Quanto mais respeito e igualdade existir, mais o país e o mundo terão sociedades justas e prósperas.

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