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7 mitos e verdades da febre amarela
Dia 12 de janeiro de 2018 | Por Mayra Ribeiro | Sobre Notícias e Saúde
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A febre amarela é uma doença viral aguda infecciosa que vem ganhando força no último ano em São Paulo. Desde janeiro de 2017 aconteceram 29 casos, sendo que 13 deles resultaram em morte. O vírus é transmitido a partir de uma picada de mosquito contaminado nas regiões de mata e cidade da América Central, do Sul e na África. Nos centros metropolitanos o responsável pela transmissão é o conhecido Aedes Aegypti enquanto que nas matas o vírus é transmitido pelo Haemagogus e Sabethes. Os seres humanos, outras espécies de mosquitos e primatas não humanos (macacos) são os afetados.

Na última quarta-feira (10/01), o secretário estadual de Saúde fez um anúncio a respeito dos acontecimentos relacionados à febre. Segundo David Uip, o Estado não enfrenta um surto da doença e sim passa por um aumento de casos. Ou seja, está “sob absoluto controle”. Mesmo em meio a essa afirmação, é inegável que o vírus já faz parte da realidade e por isso é importante se precaver a partir do conhecimento sobre ele. Para ajudar no processo, a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) fez uma relação de sete mitos e verdades da doença. Quer esclarecer suas dúvidas? Então, confira as informações abaixo!

1.A febre é o principal sintoma

– VERDADE: A febre amarela é considerada uma síndrome febril transmitida por mosquito. Então, o principal sintoma dela é a febre que dura até sete dias. Associados ao sintoma, o paciente apresenta alguns sinais gerais e inespecíficos tais como calafrios, dores pelo corpo, na cabeça, nas costas, mal-estar, náuseas e vômitos.

2. A pessoa fica com a pele amarelada.

– VERDADE: O nome da febre é característico, pois em torno de 15 a 25% dos pacientes ficam com a pele amarela (icterícia).

3.Qualquer pessoa pode se vacinar

– MITO: A partir de abril de 2017, o Ministério da Saúde passou a considerar apenas uma única dose por indivíduo, que já é o suficiente para imunização. Neste cenário, crianças menores de seis meses, idosos acima dos 60 anos, gestantes e mulheres que amamentam pequenos de até seis meses, pacientes em tratamento de câncer e pessoas com sistemas imunológicos fracos são prioridade. Outro ponto importante é que nem todas as cidades do Brasil necessitam de vacina, apenas as que têm macacos com febre amarela ao redor (risco elevado da doença). A vacina, como todo medicamento, apresenta riscos à saúde, por isso existem suas indicações e contraindicações.

4. É possível prevenir

VERDADE: A única forma de prevenção é a vacina contra o vírus da febre amarela.

5. Existe tratamento específico

– MITO: Assim como a dengue, zika e chikungunya é possível inicialmente um suporte para dor e a orientação de ingerir bastante líquido. Caso haja piora dos sintomas, é necessária a internação.

6. É contagiosa

– MITO: A única forma de transmissão da febre amarela é pela picada do mosquito.

7. O diagnóstico está disponível em todo o Brasil

– MITO: O diagnóstico é realizado por exame de sangue, mas que não é disponível em todos os lugares do país, por ser um exame muito específico.

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