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Evento mobilizou grupos que lutam pelos direitos e inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho

Por Brenda Cruz

Ação Social de Inclusão da Diversidade Humana (ASIDH) foi realizada em 27 de agosto, no Clube dos Comerciários de Sorocaba, por iniciativa da Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo (Fecomerciários) e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Sorocaba (Sincomerciários), em parceria com a Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho, por meio do Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência (PADEF). O evento foi gratuito e mobilizou grupos que fazem parte da luta pelos direitos e inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho.

O objetivo da ação foi valorizar a diversidade humana, despertar a inclusão com qualidade, e incentivar a ampliação da acessibilidade universal e a humanização nas relações do trabalho. O evento contou com 30 stands de diversas instituições assistenciais, que trabalham com pessoas com todo tipo de deficiência. O intuito foi oferecer vários serviços, e assim proporcionar ao público presente, informações sobre trabalho de cada instituição.

No local houve: recepção de currículos; emitidas 1ª e 2ª vias da Carteira Profissional, bem como esclarecimentos sobre o BPC (benefício da Política de Assistência Social, individual, não vitalício e intransferível) e também sobre aposentadoria especial.

Na mesa de abertura, as falas de autoridades sobre o fortalecimento da rede de apoio à inclusão da diversidade humana, humanização social e ampliação da acessibilidade às Pessoas com Deficiência deram início aos trabalhos. O presidente da Fecomerciários de Sorocaba, Ruy Queiroz, foi um dos presentes da mesa. “Vamos orientar o patronato, principalmente da área do comércio, para ampliar o índice de admissão. Esse é o grande objetivo dessa feira. Tanto o patronato quanto outros tipos de categorias precisam se envolver mais, se comprometer e quebrar esse preconceito, cumprir as normas e as regras da lei de cotas”, explicou.

Com duração de 8 horas, o evento ofereceu palestras, apresentação do grupo de Bateria “Fúria Cadência” da Escola de Samba Furiosa Real, apresentação do ballet “Apelo à Natureza” pelo grupo de dança da Apae de Sorocaba e o lançamento do Livro “Trabalho de pessoas com deficiência e Lei de Cotas – Invisibilidade, resistência e qualidade da inclusão” de Carlos Aparício Clemente e Sumiko Oki Shimono – Espaço da Cidadania e seus parceiros pela inclusão.

A coordenadora da ação, Eunice Aires, da Fecomerciários, disse que a entidade desenvolveu um departamento de educação e responsabilidade social. “Já atuamos nas frentes pela inclusão há bastante tempo. Por meio do café sensorial, da criação de um selo de reconhecimento social, para entregar aos sindicatos que promoveram essas ações de inclusão, criou também uma participação na Reatch (Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade) pelo segundo ano. No primeiro ano, nós atendemos 9 mil pessoas, no segundo ano, passaram pelo nosso stand, cerca de 14 mil pessoas, então, além de desenvolver, também participamos de todas as ações do Espaço da Cidadania, de todas as demais ações que envolvem discussões politizadas a respeito da inclusão” comenta.

Eunice diz que apesar das ações realizadas pela Fecomerciários, percebeu-se que não era suficiente o trabalho realizado porque os estabelecimentos comerciais, a maior parte deles por ter menos de 100 funcionários, não estariam obrigados a cumprir a Lei de Cotas. Dessa maneira, foi feito um trabalho mais voltado à inclusão com qualidade, em que o objetivo principal é sensibilizar os comerciantes que tenham menos de 100 funcionários a tornarem seus ambientes de comércio acessíveis e inclusivos. Que eles contratem a pessoa com deficiência por perceberem que eles têm o direito de trabalhar, de exercer sua cidadania. E que eles tenham consciência que, a partir do momento que eles contratam pessoas com deficiência e tornam o ambiente inclusivo e acessível, eles ampliam a participação de clientes com deficiência. “Nós lutamos para que haja uma mudança de cultura, que as pessoas contratem pela eficiência da pessoa. Hoje você vê empresas fazendo propagandas dizendo, “Contratam-se pessoas com deficiência”, e isso está errado. Contratam-se pessoas e que podem ser pessoas com deficiência, então, nós precisamos mudar, pois estamos contratando as pessoas e não a deficiência só para cumprir as cotas”.

As tecnologias assistivas estavam no evento para conhecimento do público. A coordenadora da ação, Eunice, ainda reforçou que algumas empresas poderiam contratar, mas desconhecem essas tecnologias. As mudanças que houve na Lei, a necessidade de a empresa precisar cumprir as cotas e não saber como fazer. O PADEF (Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência) veio para trazer as orientações, tanto para as empresas, quanto para as pessoas com deficiência que precisam adentrar no mercado de trabalho, esclarecendo a cada um qual é o seu papel, suas limitações, seus direitos e seus deveres dentro da contratação.

O evento foi pensado também para atender às famílias, para que elas conhecessem as tecnologias e os serviços e que verificassem que há um grupo de pessoas tentando se fortalecer, através de uma rede, para de fato promover uma inclusão com qualidade.

“Muitas vezes as pessoas desconhecem esses recursos. E às vezes não sabem como fazer para obter financiamentos. O Banco do Brasil trouxe as informações das linhas de financiamento com juros muito menores que seriam praticados em qualquer outra instância para que essas pessoas possam, por exemplo, adquirir uma cadeira motorizada, alguma outra peça necessária para promover a inclusão”, conclui a coordenadora.

 

 

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