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Dia 7 de dezembro de 2015 | Por Brenda Cruz | Sobre Cultura e Notícias

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6ª edição da Virada Inclusiva trouxe beleza e motivação

Nesse sábado, 05, uma das diversas atrações oferecidas pela Virada Inclusiva foi a mostra de Ballet de Cegos, na Casa das Rosas, em São Paulo. Realizada pela Associação de Balé de Cegos – Fernanda Bianchini, o balé clássico foi apresentado pela bailarina cega Geyza Pereira e o bailarino vidente* Everton Josafhat.

Com muita delicadeza, Geyza mostrou técnica e elegância. Transmitiu com sua dança a certeza de que nada é impossível e, afinal, nenhuma deficiência é sinônimo de incapacidade. “Entrei na associação aos 10 anos, logo após perder a visão. Hoje trabalho como bailarina e professora”, conta Geysa.

Ela também revelou as dificuldades enfrentadas por conta da deficiência. “A dança exige muito equilíbrio e giro, então, a grande dificuldade da bailarina cega é marcar um ponto fixo e girar. Para quem enxerga esse ponto é marcado olhando fixamente para alguém na plateia. Já o deficiente visual tem mais dificuldade de marcar esse ponto, para nós é realmente apenas o ponto imaginário.”

A Associação de Balé de Cegos oferece gratuitamente aulas de balé para crianças e adultos com deficiência intelectual, visual, auditiva e física. 10% das vagas são destinadas para alunos sem deficiência: uma mensalidade é cobrada para manter os custos da companhia de dança juntamente com as doações.

Criada em 1995 pela fisioterapeuta e bailarina Fernanda Bianchini, a entidade sem fins lucrativos busca a inclusão de pessoas com deficiência na dança. As aulas oferecem diferentes modalidades, como balé clássico, sapateado, dança de salão, dança para a terceira idade, balé para adultos e música.

Por Brenda Cruz

* Termo usado para distinguir o bailarino que enxerga normalmente e que acompanha a profissional cega

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