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Dia 27 de abril de 2017 | Por Audrey Scheiner | Sobre Comportamento e Notícias

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Todo mundo adora cachorro! É um bicho de estimação que estimula muito a afetividade. Alegre e esperto, ao auxiliar pessoas com deficiência visual, a presença dele se torna cada vez mais importante. Eles facilitam a locomoção reduzindo muito as chances de acidentes acontecerem.

De acordo com a Secretaria Especial de Direitos Humanos, do Ministério da Justiça, estima-se que existam apenas cerca de 160 cães-guias espalhados por todo o território nacional. Esse número reduzido se deve à ausência dessa cultura, motivada por fatores como o baixo investimento para o treinamento dos animais e, principalmente, pela falta de famílias voluntárias para recebê-los durante o período de socialização.

No artigo Dia do Cão-Guia: por que existem tão poucos deles no Brasil?, George Harrison, especialista do Instituto Magnus, organização dedicada à criação e ao treinamento de cães, relata que, segundo dados divulgados em 2015 pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, o país possui aproximadamente 7 milhões de habitantes com algum tipo de deficiência visual, sendo que 1 milhão têm limitação intensa ou muito intensa e são impossibilitados de realizar atividades rotineiras.

No dia 26 de Abril é comemorado o Dia Internacional do Cão-Guia.

No dia 26 de Abril é comemorado o Dia Internacional do Cão-Guia.

“Embora a maioria das pessoas não saiba, a preparação desses pets vai muito além de um simples treinamento temporário: são necessários meses de convivência com as chamadas ‘famílias socializadoras’”, afirma Harrison. Ele também comenta no artigo que, desde os três meses de vida até por volta de um ano e meio, o animal passa por uma socialização com essas pessoas, que ficam responsáveis por apresentá-lo às mais diversas situações do dia a dia, como lazer, viagens, transporte público e a convivência com crianças.

As famílias acolhedoras precisam seguir uma série de procedimentos e, principalmente, passar grande parte do dia com os cães. Isso é fundamental para que a sociabilização seja feita da maneira correta e o deficiente visual receba um animal capacitado a guiá-lo em todas as situações.

Depois de habituado com os novos equipamentos e com os comandos, o fiel amigo já começa a adaptação junto ao seu futuro dono, a pessoa com deficiência visual, com quem vai conviver por muitos e muitos anos – há casos de animais que atuaram como guias até os 12 anos.

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