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Dia 6 de abril de 2017 | Por Audrey Scheiner | Sobre Esporte e Notícias

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O Comitê Paralímpico Brasileiro anuncia Alberto Martins da Costa como novo diretor técnico, responsável por uma das áreas mais importantes da comissão. Ele substitui Edilson Alves da Rocha, o Tubiba, que ocupou o cargo durante os ciclos paralímpicos dos Jogos de Londres-2012 e Rio-2016. Segundo o presidente do CPB, Mizael Conrado, a escolha teve como critério o histórico de Alberto e seu conhecimento acerca do movimento paralímpico.

Conrado também afirma que o novo diretor é mais que competente para a vaga. “Alberto foi diretor técnico da Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA), é muito respeitado no meio acadêmico. Nossa expectativa é muito positiva e entendemos que ele fará um grande trabalho e nos conduzirá a uma bela campanha em Tóquio”.

Com a responsabilidade de conduzir o esporte paralímpico brasileiro de alto rendimento por mais um ciclo, Alberto Martins reconhece que existem muitos desafios na nova função, mas seguirá com o trabalho já feito até o momento de pensar na renovação de atletas. “O grande desafio que temos é buscar melhorar a performance que  adquirimos nos dois últimos ciclos. Outro ponto importante é a renovação, uma ênfase na base para que possamos dar ao esporte de alto rendimento o crescimento necessário. Então, temos que estar muito voltados ao esporte escolar de base para que não soframos a partir de 2024 uma falta de continuidade”, enfatiza o novo diretor.

Antes de assumir o cargo, Alberto Martins exercia a função de coordenador da Academia Paralímpica Brasileira, órgão do CPB ligado à educação, habilitação de profissionais no esporte paralímpico e pesquisa científica. Por essa ligação com o meio acadêmico, o novo diretor quer deixar o esporte ainda mais próximo da ciência.

Martins diz que quer provocar os pesquisadores, cientistas das universidades, para que se aproximem mais do esporte paralímpico. “Também quero que nossos técnicos se aproximem da academia, para que possamos, em uma linguagem única, trazer esse crescimento para o esporte”, acrescenta.

O mundo acadêmico não é o limite de experiência de Alberto. Desde 1982 trabalhando com esporte para pessoas com deficiência, o diretor técnico já chefiou delegações do Brasil em importantes competições paralímpicas, como campeonatos mundiais, Jogos Parapan-Americanos e também nos Jogos Paralímpicos. A proximidade com atletas e técnicos, segundo ele, será essencial para o seu trabalho.

“Já dizia a alguns técnicos para não estranharem se me vissem à beira da piscina ou na pista assistindo aos treinos. Estou lá porque é lá que eu aprendo, que vejo as necessidades, é conversando no dia a dia com os técnicos e os atletas que a gente entende essa demanda real”, conclui Alberto.

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