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Por Silvana Zajac

São inúmeras as competências necessárias para o exercício da função de tradutor/intérprete de língua de sinais. Tais competências são construídas e ampliadas na medida em que o profissional vai entrando em contato com a área, tanto no que diz respeito ao tempo de experiência, quanto ao campo de atuação (educacional, eventos, TV/vídeo, jurídico, dentre outros).

No entanto, é imprescindível sabermos o que é uma competência e para que ela serve. Assim, Philippe Perrenoud conceitua competência como a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, habilidades e informações) para solucionar com pertinência e eficácia uma série de situações.

Dentre as diversas competências necessárias ao tradutor/intérprete de língua de sinais, existem algumas que são fundamentais a priori e uma delas é a competência linguística. Ela abrange o conhecimento que o tradutor/intérprete tem sobre as línguas envolvidas no ato da interpretação, ou seja, o grau de fluência na língua oral (Português) e na língua de sinais (Libras).

Existem alguns aspectos que precisam ser considerados para que a competência linguística seja ampliada:

Clareza – na execução da língua de sinais é importante que o profissional esteja atento aos vários elementos que compõem o sinal. Dentre eles, destacamos a configuração de mão (forma que a mão assume ao executar um sinal), o movimento, o ponto em que o sinal é articulado e a expressão facial/ corporal. No que diz respeito à língua oral, também é importante que se tenha uma boa dicção para que a interpretação seja executada com clareza.

Estrutura – geralmente, as línguas de sinais nacionais possuem uma estrutura sintática diferente das línguas orais do mesmo país. Então, é fundamental que o profissional conheça muito bem a estrutura de cada uma das línguas envolvidas no ato da interpretação para que esta tenha qualidade e, consequentemente, uma melhor compreensão.

Vocabulário – refere-se ao léxico das línguas. Tanto na língua de sinais quanto na língua oral, é notório que o tradutor/intérprete tenha um rico conhecimento de vocábulos das línguas em execução. Consultas a dicionários e leitura de boa literatura auxiliam sobremaneira no desenvolvimento e ampliação deste e dos demais aspectos inerentes à competência linguística.

Nas próximas edições da Revista D+, traremos mais informações sobre a competência linguística. Além dela, serão apresentadas outras competências que deverão ser estudadas e ampliadas pelos Tils para que este campo cresça e se profissionalize cada vez mais. Caso você tenha dúvidas, perguntas e sugestões para enriquecer esta seção, entre em contato conosco pelo e-mail tilsdmais@gmail.com.

*Silvana Zajac é doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem (LAEL/PUCSP), mestre em Educação (Unimep), bacharel em Letras/Libras (UFSC/Unicamp), e formadora de Tils da Mais Inclusão.

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