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Dia 12 de julho de 2019 | Por Tacila Saldanha | Sobre Notícias
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Priscila Romero é autora do livro “O Aluno TDAH – A pedagogia e a realidade do transtorno“ (Wak Editora).

Dia 13 de julho é marcado como o dia da Conscientização Mundial sobre TDAH. A data foi estabelecida pela Organização Mundial das Nações Unidas (ONU) com o intuito de promover uma reflexão sobre o transtorno em si e as consequências que pode causar a crianças, adolescentes e adultos.

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade foi estudado, inicialmente, pelo médico escocês Alexander Crichton, no ano de 1798. Crichton observava doenças mentais quando percebeu que algumas crianças apresentavam o sintoma da desatenção de forma significativa, o que chamou de “desatenção patológica”.

Este mesmo transtorno está classificado pela Associação Americana de Psiquiatria (APA), no Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais (DSM-V/2014), como um transtorno do neurodesenvolvimento, cujas características principais são: desatenção, impulsividade e hiperatividade.

Tem sido muito comentado, dentro das instituições escolares, parecendo haver uma “epidemia”, nos últimos anos. Mas devemos alertar que nem toda criança hiperativa ou desatenta padece com TDAH. Existem outros fatores que podem levar muitas crianças e adolescentes a sofrer com alguns sintomas, como: perda de um ente querido; troca de escola; separação dos pais; metodologia educacional “engessada”; fragilização dos papeis parentais etc.

Para ser caracterizado como “possuidor” do transtorno é preciso que o indivíduo seja avaliado por um profissional da área da saúde experiente, visto que não há exames físicos que detectem o TDAH. A criança, o adolescente e/ou adulto deve apresentar os mesmos sintomas há mais de 6 meses e em ambientes diversos, como, casa, escola e trabalho.

Além da desatenção, impulsividade e hiperatividade, podem apresentar alguns sinais neurológicos leves, como déficits na linguagem, na coordenação motora, na resolução de problemas, dentre outros.

Como doenças “paralelas”, denominadas comorbidades, o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade pode apresentar Transtorno Depressivo Maior, Transtorno de Ansiedade e o Transtorno de Conduta. Quando não tratado, pode ocasionar consequências graves.

Na área educacional, é urgente a discussão sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, visto que ele pode prejudicar, e muito, crianças e adolescentes. É preciso que as instituições escolares reconsiderem sua metodologia tradicional (copista) e repensem as práticas avaliativas. O uso da tecnologia com fins pedagógicos incentiva o desenvolvimento de muitos alunos em disciplinas variadas. O “pôr a mão na massa” (construir fazendo) auxilia significativamente os discentes com o transtorno, uma vez que estes aprenderão de forma dinâmica, movimentando-se, gastando a energia excessiva que podem ter e, portanto,  “driblando” a desatenção.

Por fim, podemos afirmar que conscientizar, por definição literária, trata-se de tornar consciente, de ter conhecimento sobre algo. E para isso, é necessário ter acesso à informação e reflexão a respeito. Devemos dialogar, repensar nossos atos, práticas e discursos. Pensar no próximo, respeitar o ser humano.

Enfim, comemoremos o dia 13 de julho, o dia da conscientização sobre o TDAH!

 

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