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A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), é uma classificação estatística pertencente ao grupo de classificações internacionais desenvolvidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Por ser uma classificação estatística, permite estabelecer uma codificação universal do estado de saúde. Escritores do livro Implantando a CIF – O que acontece na prática (Editora Wak) Eduardo Santana Cordeiro, fisioterapeuta e Maria Cristina Pedro Biz, fonoaudióloga contam para a Revista D+ detalhes sobre esse sistema de estatísticas.

Segundo Cordeiro, a estrutura da CIF norteia-se por uma abordagem biopsicossocial, representando um modelo que integra as várias dimensões dos seres humanos. Nessa perspectiva a incapacidade é considerada como o resultado da interação entre uma condição de saúde (doença, trauma, lesão) e os fatores do contexto (fatores ambientais e pessoais), concebendo um novo olhar para os conceitos de saúde, funcionalidade e incapacidade.

“Isso possibilita adotar linhas de atenção e cuidado integral, ou seja, permite estabelecer planos de cuidado que atendam a singularidade de cada indivíduo e populações. Ao considerar o ambiente, o contexto que vive o indivíduo e populações, possibilita compreender incapacidade de forma mais ampla, onde as alterações nas funções e estruturas   (ou deficiências) são consideradas como parte,  não como fator definidor da incapacidade”, afirma o fisioterapeuta.

Idealizado na década de 80, através da  International Classification of Impairments, Disabilities and Handicaps (ICIDH – Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, em português),  publicada na época, porém essa sugeria uma avaliação muito linear do estado de saúde dos indivíduos e populações, não considerando a influência do ambiente a saúde.  Em 2001 a OMS a CIF que traz uma perspectiva mais ampla, multidimensional de saúde, com uma estrutura que permite considerar além das alterações das funções e estruturas trazidas pelas condições de saúde, o impacto que essa causa na vida dos indivíduos e populações, e a influência do ambiente, do contexto.

De acordo com a fonoaudióloga Maria Cristina, No Brasil, a avaliação para concessão do Benefício de Prestação continuada para pessoa com deficiência já utiliza a CIF como instrumento. “Os benefícios de incorporação da CIF favorecem a pessoa com deficiência não apenas na assistência a saúde, mas em todas as outras áreas entre elas o trabalho. Pesquisa recente sobre a lei de cotas (importante política afirmativa) traz que apenas 16% das empresas contratam pessoas com deficiência por sua capacidade e potencial. É preciso mudar essa realidade. A previdência é outra questão também muito importante. A CIF, pelas informações que gera pode contribuir significativamente para isso”, conclui.

Saiba mais sobre Classificação Internacional de Funcionalidade nesse link: www.facebook.com/usandoaCIF/

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