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Dia 25 de julho de 2016 | Por Rosa Buccino | Sobre Notícias

 

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A Banda Música do Silêncio foi um dos destaques do evento que comemorou o 25º. aniversário da Lei de Cotas.

No dia 22 de julho, data escolhida para celebrar a aprovação do Artigo 93 da Lei no. 8.213 de 24 de julho de 1991, conhecida como Lei de Cotas, o Museu de Arte Moderna (MAM), no Parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo, foi ponto de encontro de pessoas com deficiência, autoridades, educadores, profissionais de vários segmentos e o público em geral interessado em discutir sobre essa Lei, que define a obrigatoriedade de empresas com 100 ou mais funcionários reservarem de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência ou reabilitados do INSS.
Presente no evento, Ariadne Senna, assessora da Câmara Paulista para Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho Formal, expressou sua opinião sobre a importância da Lei de Cotas em nosso país. “Noto que há empresas mais informadas sobre a Lei e, consequentemente, sobre o valor da força de trabalho das pessoas com deficiência. No entanto, há um caminho a ser trilhado, uma vez que a Lei obriga as empresas a contratarem essas pessoas”, comentou. Visionária e confiante, Ariadne prevê que as empresas nacionais terão cada vez mais ciência sobre a importância de inserir as pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
Alinhada ao tema, Marinalva Cruz, coordenadora do Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência (PADEF), da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT), no Estado de São Paulo, reflete sobre os avanços da Lei de Cotas, mesmo sabendo que ainda há muito trabalho a ser feito até que os empregadores passem a compreender que a pessoa com deficiência tem competências, como qualquer outra, para ser empregada. “Todo mundo pode algo e deve fazer o que sabe de melhor”, destacou.
Caroline Amery, representante técnica da Reabilitação Profissional do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cujas funções incluem recolocar profissionais com deficiência adquirida no mercado de trabalho, aproveitou a mesma ocasião e observou: “Há maiores oportunidades ofertadas às pessoas com deficiência. Elas estão mais participativas e convivem muito mais socialmente”.
Representantes de várias entidades e órgãos localizados no interior de São Paulo também abrilhantaram o evento. Fátima do Carmo, supervisora de ensino, na cidade de Bebedouro, interior de São Paulo, entende que a Lei de Cotas é uma das mais favoráveis para que os direitos de trabalhadores com deficiência sejam respeitados. Já Adriana Simões, da Coordenadoria Executiva da Acessibilidade de Bebedouro, revelou a existência de um selo de qualidade ofertado às empresas locais que empregam pessoas com deficiência. “Uma ação positiva que só acrescenta à Lei de Cotas sua evidente importância social”, definiu.
O evento teve várias apresentações musicais, como a da cantora Giovana Maira, cega, que emocionou o público pela escolha e execução do repertório. Ela ainda pontuou: “Antes da Lei de Cotas, a sociedade brasileira considerava as pessoas com deficiência como incapazes. Hoje, há mais respeito com elas. Quanto ao futuro, torço para que não ocorra qualquer tipo de obrigação no tocante à empregabilidade de pessoas com deficiência”.

 

IMG_7612_Fátima do Carmo: a cidade de Bebedouro de acordo com a Lei de Cotas.

 

IMG_7629_ Ariadne Senna: Lei de Cotas e a construção de uma sociedade melhor.

 

IMG_7672_Caroline Amery: recolocação profissional de pessoas com deficiência adquirida.

 

IMG_7707_ Giovana Maira: arte e música em favor da inclusão social.

IMG_7624_ Marinalva Cruz: empregabilidade de pessoas com deficiência baseada na Lei.

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