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Curso dá orientações de como proceder em casos de acidentes de trânsito
Dia 13 de dezembro de 2017 | Por Audrey Scheiner | Sobre Educação e Notícias
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A disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência; a Associação para a Educação, Esporte, Cultura e Profissionalização, da Divisão de Reabilitação do Hospital das Clínicas (AEDREHC) e o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito ministrará, até o dia 15 de dezembro, o curso de educação à distância “Acidentes de Trânsito – o que é preciso saber” a todos os interessados no tema.

Com o propósito de evitar mortes no trânsito, o curso aborda o funcionamento saudável do corpo humano através do Homem Virtual, uma ferramenta com design científico; a correlação das funções fisiológicas do corpo humano com as consequências do acidente e primeiros socorros; as primeiras atitudes em caso de acidente: para quem telefonar; quais informações são relevantes para relatar aos profissionais do resgate; aspectos importantes dos primeiros socorros: quais atitudes podem ser tomadas até que a equipe profissional chegue ao local e como o pedestre pode prevenir acidentes de trânsito.

Ainda de acordo com os dados do Ministério da Saúde, acidentes de trânsito (41,7 mil mortes) matam mais que insuficiência cardíaca (27,3 mil) e câncer de pulmão (24,4 mil). Só no Estado de São Paulo, de janeiro a setembro de 2017, ocorreram 4.218 óbitos em decorrência de acidentes de trânsito. As maiores vítimas são motoqueiros e pedestres, ainda muito jovens, entre 18 e 24 anos.

As vítimas de trânsito estão entre os pacientes mais atendidos na Rede de Reabilitação Lucy Montoro. Segundo balanço realizado pelo instituto, em 2016 cerca de 50% das vítimas de acidente de trânsito atendidas sofreram lesão medular e se tornaram paraplégicas ou tetraplégicas e quase 30% sofreram amputação. O levantamento aponta que a maioria das vítimas esteve envolvida em acidente de moto, é homem e tem até 40 anos.

Do total de pacientes atendidos na Rede Lucy Montoro por acidentados no trânsito, metade estava em motocicleta, tem de 20 a 30 anos, sendo 75% homens. Entre os amputados, 44% é vítima de acidente de moto, em sua maioria homens, de 20 a 30 anos e cerca de 38% é vítima de atropelamento. Segundo o médico fisiatra Daniel Rubio, as vítimas de acidentes de trânsito passam por um longo processo de reabilitação e podem ter sequelas para a vida toda. “As consequências não são apenas para o acidentado. Muitas vezes, a deficiência severa pede que alguém da família se dedique à vítima em tempo integral”, completa o especialista.

Para mais informações: www.telemedicina.fm.usp.br/

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