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Em mais um ano de sucesso, a 11ª edição da Virada Cultural foi marcada pelo maior número de iniciativas oferecidas com recursos de acessibilidade neste que é mais democrático evento cultural da cidade de São Paulo. Entre atrações musicais do tamanho de Caetano Veloso, Lenine, a dupla Cezar e Paulinho, Wanderléa, João Bosco e o rapper Dexter, que contaram com o acompanhamento simultâneo na interpretação de suas músicas para Língua Brasileira de Sinais (Libras); e espetáculos que ganharam sessão com audiodescrição, tal qual o musical “Rita Lee Mora ao Lado” e a montagem de dança “Olhar de Neblina”, da Cia. Dança Sem Fronteiras, foram mais de 40 atrações no total. A ação, que aconteceu entre os dias 20 e 21 de junho, só foi possível pela parceria afinada entre as Secretarias Municipais de Cultura e da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, além dos esforços particulares de alguns artistas e do projeto São Paulo Carinhosa, responsável por levar às crianças e famílias que compareceram à Viradinha acessibilidade em todas os shows no palco e tablados.

“Não há como pensar em um evento da magnitude da Virada Cultural sem a inclusão de pessoas com deficiência. Anteriormente, quando se pensava em acessibilidade na Virada, a preocupação era em garantir que as pessoas em cadeiras de rodas ficassem em lugares reservados próximos aos palcos. Em 2013, ampliamos esta visão para a acessibilidade comunicacional, permitindo que surdos tivessem espetáculos traduzidos para Libras. Naquele ano foram três atrações acessíveis, número que subiu para 13 em 2014 e agora fechamos esta edição com quase 50 atrações com acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva e visual”, comentou a secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti.

A festa foi animada e contemplou todos os gostos musicais. Aos que queriam relembrar os sucessos brasileiros dos anos 60 e 70, um palco dedicado à Jovem Guarda foi montado em plena Avenida São João e contou com a presença dos Golden Boys, de Martinha e da “ternurinha” Wanderléa. Os sucessos “Prova de fogo”, “Devolva-me” e para finalizar a canção “Pare o casamento”, com direito a buquê de flores à plateia, ganharam reforço em Libras para proporcionar que pessoas com deficiência auditiva também curtissem os iê iê iês que embalaram gerações.

No outro extremo musical, atrações de rap e a cultural periférica dos saraus, simbolicamente centralizados no Vale do Anhagabaú, também se tornaram mais acessíveis. “Fiquei lisonjeado de ter uma pessoa dessas no palco passando a minha mensagem. As pessoas merecem saber e conhecer o que está sendo falado, é um processo importantíssimo de inclusão e é exatamente isso o que o rap faz”, destacou Dexter sobre a possibilidade de contar com um intérprete em sua apresentação.

Já durante a noite e madrugada, a música caipira de raiz e suas vertentes contemporâneas deram o tom da homenagem organizada para Inezita Barroso em um arraial na República, onde inclusive fica o antigo prédio do Colégio Caetano de Campos em que a cantora e apresentadora estudou durante a infância. Além de Cezar e Paulinho, que contaram “causos” de vida entremeados por sucessos dos quse 40 anos de carreira, a tradição de Pedro Bento e Zé da Estrada trouxer a música rancheira para todos. Outro destaque ficou por conta do rock rural do Matuto Moderno, com o reforço de dançarinos de catira na marcação do ritmo no salto da bota e de Índio Cachoeira na viola. “A gente se entende até com o homem das Libras na hora das palmas, porque aí é tudo a mesma coisa”, brincou Edson Fontes, um dos integrantes do Matuto Moderno.

Matheus Bueno foi um dos que comemoraram a acessibilidade no show do Lenine. “Senti-me valorizado enquanto surdo. Como fui colocado bem perto do palco, pude sentir a vibração das caixas de som e a interpretação para Libras foi maravilhosa”, comentou.

No musical “Rita Lee Mora ao Lado”, estrelado pela atriz Mel Lisboa, profissionais especializados em audiodescrição serviram de olhos para quem não enxergava. Detalhes mais ricos do figurino dos atores,expressões faciais e corporais, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, elementos que compõem o cenário, as cores e o posicionamento de cada personagem, tudo foi descrito para ampliar a compreensão de quem necessitava do recurso.

Aos amantes do teatro, o destaque ficou por conta da peça “7 Conto” e do monólogo “A Alma Imoral”, ambos com tradução para a Libras.

(Fonte: SMPED – Assessoria de Comunicação e Imprensa da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida)

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