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De irmãos para irmãos
Dia 14 de novembro de 2017 | Por Mayra Ribeiro | Sobre Cursos, Feiras & Eventos e Notícias
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“Comece fazendo o que é necessário. Depois, o que é possível. De repente, você estará fazendo o impossível.” Esta frase, do frade católico italiano, São Francisco de Assis é um dos lemas de vida da Débora Goldzveig e foi assim que a publicitária de 30 anos deu inicio ao workshop: Tenho um irmão com síndrome de Down. E agora?. O evento voltado apenas para irmãos de pessoas com síndrome de Down aconteceu no último sábado, 11 das 8h às 18h30 em São Paulo.

A ideia da iniciativa foi gerar um espaço de compartilhamento entre irmãos. “Minha principal motivação foi nos colocar em foco, porque sempre olhamos para nossos familiares com síndrome de Down e por consequência esquecemos nós mesmos. Ter um momento de troca de experiências é muito importante, porque traz afago, cria uma rede confiável e nos deixa com a sensação de pertencimento”, contou Débora.

Ela que é irmã de David Goldzveig, 25, tinha cinco anos quando recebeu a notícia que teria um irmão com Down. “Eu não sei exatamente o que se passou na minha cabeça. Mas, lembro claramente que a minha mãe disse que eu teria um irmão especial, um amigo. Na hora em que ouvi essa informação pensei que já que ele vai ser especial, vou me dedicar 100% nos cuidados. Tive este pensamento porque achei que com essa atitude garantiria meu espaço na família. A partir deste instante me coloquei no papel de cuidadora”. Ao longo da convivência entre os dois, a publicitária acabou criando uma “barreira de pressão invisível” e hoje o principal desafio é romper esse obstáculo.

Durante o evento realizado em parceria com o Espaço Elo21 e da fisioterapeuta Vanessa Donato, que está ao lado de Débora no Projeto Irmãos (grupo criado há três anos para promover a troca de experiências) foram abordadas as questões: Aconselhamento genético para as próximas gerações, integração da família, qualidade de vida e questões jurídicas.

A grade de temas do evento foi um dos fatores que chamou a atenção do farmacêutico Gabriel Ribeiro de 28 anos. “Me interessei pelos assuntos e pela troca de experiências”. Desde pequeno ele tem a consciência de que o irmão mais velho Daniel tem síndrome de Down. “Minha mãe comentou comigo de uma forma natural. Nunca foi um tabu. Já em relação a sociedade o que eu mais tive que enfrentar foi o preconceito”. Atualmente os dois não moram juntos, mas, se visitam com frequência.

Para a professora de espanhol Juliana Maester de 26 anos, o workshop representou um misto de emoções. “Eu estou feliz, mas, também tenho muitas dúvidas. É uma oportunidade de entrar em contato com pessoas que tem a mesma realidade do que eu”, afirmou Juliana que é irmã de Matheus Maester de 24.

 

 

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