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“Um obrigado do velho palhaço”. Esta frase dita por Dedé Santana deu abertura a coletiva de imprensa da Mocidade Unida da Mooca, que aconteceu ontem, segunda-feira (27/02), às 14h00 no hotel Holiday Inn – localizado no Anhembi, São Paulo. Além da presença do humorista e eterno Trapalhão, o evento contou com a participação de Rafael Falanga, presidente da escola de samba e Marlene Querubim, presidente do Circo Spacial e da União Brasileira de Circos Itinerantes (UBCI). A coletiva, que girou em torno da participação de Dedé e Marlene no desfile de Carnaval deste ano da Unida da Mooca, também abordou questões de inclusão social da pessoa com deficiência no ambiente carnavalesco.

Sob um céu de lona um chão de estrelas, entrou na avenida às 22h50 desta segunda-feira para homenagear o circo. A escola de samba que em março de 2017 completa 30 anos traz um contexto histórico do mundo circense. “O desfile é extremamente original porque para a formulação do enredo e apresentação, entramos em contato com a rotina do circo”, diz Rafael Falanga, presidente da Mocidade Unida da Mooca. Sobre a participação de Dedé Santana no desfile, Falanga afirma ser um presente para a escola.

O humorista, que recentemente foi nomeado embaixador do circo no Brasil, representa a oitava geração circense em sua família. “Eu fiz um pouco de cada coisa na vida, mas, o lugar em que me sinto mais à vontade até os dias de hoje é no picadeiro. É com muito orgulho que digo que levei o humor do circo para a televisão”, explica Dedé.

Além de comentar sobre o significado do circo para a sua vida, durante a coletiva de imprensa, Dedé também falou sobre a importância de alas inclusivas nas escolas de samba. “É essencial a participação de pessoas com deficiência no Carnaval porque é uma forma de incentivo tanto para elas mesmas como para os que estão assistindo ao desfile”.

Este ano, a Mocidade Unida da Mooca apresentou-se com uma ala específica de cadeirantes. Ao todo, 40 pessoas com deficiência representaram os palhaços na avenida. A criação desta ala inclusiva teve iniciativa dos próprios cadeirantes que frequentam os ensaios da escola de samba.

Ala dos cadeirantes durante o desfile de ontem (27/02).

Ala dos cadeirantes durante o desfile de ontem (27/02).

Rumo à inclusão social efetiva
Dos quase 30 anos de existência, a Mocidade Unida da Mooca dedicou os três últimos em projetos de inclusão social da pessoa com deficiência. A escola promove aulas de percussão para 20 cegos que formam uma bateria de pessoas com deficiência visual e realiza a ação inclusiva Roda Viva com os cadeirantes.

Apesar de atualmente ter apenas dois projetos inclusivos, a Unida da Mooca está em busca de uma inclusão social mais efetiva. “Nós sabemos que a verdadeira inclusão não é criar uma ala específica para as pessoas com deficiência, mas sim proporcionar que estas pessoas tenham participação em todas as alas da escola. A Mocidade está crescendo muito em um processo gradativo e a intenção é que a inclusão cresça conosco, pois queremos ter o maior projeto inclusivo do Carnaval de São Paulo”, afirma Rafael Falanga.

A previsão é que as alas capazes de unir as pessoas com deficiência e os demais foliões da escola aconteçam a partir de 2018.

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