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Dia 10 de fevereiro de 2016 | Por Brenda Cruz | Sobre Comportamento e Notícias

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Nos quatro dias de desfiles no Sambódromo da Sapucaí, cerca de 50 pessoas com deficiência visual ouviram as chamadas audiodescrições de quatro atores, atentos a cada passo de todas as escolas, alternando-se sempre de dois em dois em uma cabine diminuta quase dentro da avenida. Os foliões não pagaram ingresso, pois ficaram no Setor 13, em uma enorme frisa para 300 pessoas destinadas pela Secretaria municipal da Pessoa com Deficiência.

Quase em frente à linha de chegada, a torcida mais especial da Sapucaí era saudada com alegria pelos foliões que passavam do lado esquerdo da passarela. O carinho vem de todos os lados. Vestindo uma camisa com a pergunta “Posso ajudar?”, a doce Rosi Monteiro, de 20 e poucos anos, corria de um lado para o outro após cada desfile trazendo foliões fantasiados. Após o desfile da Beija-flor, trouxe Osmar, ritmista da escola que chegou com o tamborim e uma latinha de cerveja na mão, ensopado de suor. Ele ficou sorrindo, sem reação, um pouco sem jeito, enquanto três pessoas tocavam sua fantasia.

Durante as narrações, os ouvintes fazem grandes descobertas, embora possam parecer pequenas para quem sempre enxergou. Alguns simplesmente não sabiam que havia uma escultura feita por Oscar Niemeyer no fim da passarela do samba, porque ninguém contou. O psicólogo Orrico ouviu, uma vez, que a escultura era a forma da bunda de uma passista.

— É uma versão erótica, mas hoje ouvi uma melhor: que a escultura se assemelha com um pássaro de asas abertas, formando três pontos de apoio no chão — afirma.

Fonte: O Globo

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