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EROS E EMANOELE FREITAS (1)
Dia 20 de setembro de 2019 | Por Tacila Saldanha | Sobre Notícias
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Por Emanoele Freitas*

 

O dia 21 de setembro é o Dia da Luta Nacional das Pessoas com Deficiências, em prol de todas as crianças, jovens e adultos com alguma deficiência, incluindo nossos familiares. Aquela data onde podemos ver que vencemos mais um ano e ultrapassamos mais uma barreira, seja ela pessoal, ou na busca por mais justiça.

Creio que muitas famílias estão finalmente encontrando um porto seguro nessa caminhada que é árdua, mas por outro lado falta muito a ser feito porque ainda temos em sua grande maioria aquelas famílias que não possuem informação nenhuma, conforto e aconchego, e essa realidade deveria ser o grande foco no dia 21.

Muitos questionam como, de repente, surgiram vários cursos, palestras, e profissionais na área da inclusão e, com muita alegria em meu coração de mãe e profissional (principalmente mãe), digo que vem da força dessas mães e pais (assim como eu) que não se calam diante das dificuldades, e lutam para superá-las diariamente.

Seguir em frente após o diagnóstico demanda uma série de eventos e escolhas que mudam nossa vida, do luto a superação podem se passar anos para uma plena aceitação, mas nunca paramos! Estamos sempre lutando. A deficiência nos torna dubiamente forte e fraca (o), além de corajosos, valentes, e vamos superando a nós mesmo, reafirmando que é possível vencer, é possível sonhar com um futuro melhor!

Não existe a Mulher Maravilha ou o Homem de Ferro na deficiência e, sim, homem e mulher humano que sofre e precisa de tempo e proteção também. Comemoremos o dia 21 de coração aberto a essa luta, seja por quem for! Vamos celebrar mais um ano em que vencemos o medo, a dor, fizemos o melhor, e tornamos a vida do nosso filho (a) alegre, cheia de proteção, coragem, dedicação e amor verdadeiro.

Gosto muito de uma passagem que diz: “Combati o bom combate, terminei a jornada, mantive a minha fé”. Acho que ela define tudo o que vivemos, combater dia a dia de cabeça erguida, apesar de toda a adversidade imposta pela deficiência, seguir a jornada sempre em frente, tendo vitórias ou não, mas sempre mantendo a nossa fé, podemos fazer o melhor, podemos superar o medo e a incerteza. Aquele sorriso de muito obrigada, mesmo sem som, e aquele olhar mostrando o quanto somos especiais na vida daquele filho, nos dá a certeza de que podemos ir muito além.

*Emanoele Freitas é mãe do adolescente Eros Micael, autista com grau severo, e o motivador de uma grande mudança em sua vida. Autora dos livros “Transtornos do Neurodesenvolvimento” e “Mediador escolar”, publicados pela WAK Editora

 

 

 

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