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Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil: 80% dos casos têm cura
Dia 21 de novembro de 2017 | Por Audrey Scheiner | Sobre Notícias e Saúde
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A primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil é o câncer, segundo informações do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). No entanto, se diagnosticado precocemente e tratado em centros especializados, cerca de 80% dos casos podem ser curados – e a maioria das crianças e adolescentes terá boa qualidade de vida após o tratamento. A divulgação destas informações é intensificada no dia 23 de novembro, data que ocorre o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil (DNCCI) – instituído pela Lei Nº 11.650, de abril de 2008.

Para Rilder Campos, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (Coniacc), o DNCCI é uma data fundamental para mobilizar a sociedade em prol da importância do diagnóstico precoce da doença. O câncer infantojuvenil atinge todas as classes sociais, credos e raças, então é um problema da sociedade como um todo, e o fato de termos uma data para registrar esse tema é importante, porque é uma ação nacional e visa sensibilizar toda a sociedade para os sinais e sintomas da doença. “Só assim podemos melhorar os nossos índices de cura, só comparados com os de um país subdesenvolvido”, alerta.

Apesar de o tratamento do câncer infantojuvenil ser um dos maiores exemplos de sucesso nas últimas décadas, a taxa de cura no Brasil é aquém do almejado, de acordo a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope). Um dos fatores que contribuem para isso é o diagnóstico tardio. “Uma criança, quando tem a doença diagnosticada precocemente, pode ser tratada com a possibilidade de ter menos sequelas e mais qualidade de vida. Por isso, é tão importante a família ficar atenta aos sinais e sintomas que podem ser do câncer e procurar um médico”, informa Teresa Fonseca, presidenta da SOBOPE.

Sinais e sintomas

Pais e responsáveis, reforça Teresa Fonseca, devem prestar atenção a sinais e sintomas que podem ser confundidos com outras doenças comuns à infância, por isso, o cuidado deve ser reforçado. A presidenta da Sobope chama a atenção para características como palidez progressiva, dor óssea, nas articulações, inchaço que provocam dificuldades de andar, manchas roxas ou sangramentos que não são de traumas – principalmente nos membros inferiores e superiores – e febre prolongada que deixa a criança em condições apáticas.

Dores de cabeça diárias matutinas acompanhadas de vômito, alterações no equilíbrio, na visão, no andar, convulsões, presença de ínguas frequentes, perda de peso importante, assim como o comportamento da criança que deixa de brincar e só quer ficar deitada, também podem sinalizar que algo não vai bem. “Diante desses sintomas é importante que a criança seja avaliada por um médico”, alerta Teresa Fonseca.

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