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Dia 20 de junho de 2016 | Por Rosa Buccino | Sobre Educação e Notícias e Tecnologia

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2017 Blumenau AEE

A mesa digital como ferramenta de aprendizagem na sala de recursos multifuncionais

A Escola Municipal Adelaide Starke, Blumenau, Santa Catarina, foi escolhida para abrigar um projeto piloto na utilização da primeira mesa digital com jogos educativos do Brasil para educação inclusiva (Play Table). Além de contar com uma série de atividades complementares para educação infantil, ensino fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA), a escola conta também com Atendimento Educacional Especializado (AEE). Desde 2009, a escola conta com uma sala de recursos multifuncionais equipada com jogos pedagógicos de inclusão, que tem por objetivo ofertar o atendimento educacional especializado de forma complementar aos alunos com deficiência.

Outra escola, localizada no município de Tianguá, região Noroeste do Ceará, conta com o Núcleo Tecnológico de Educação Municipal (NTEM), responsável pela assistência de 56 laboratórios de informática e acompanhamento pedagógico nas escolas do município. Há quase um ano, o NTEM ganhou 22 unidades da mesa digital para engajar estudantes do ensino infantil e fundamental. Com tecnologia ludopedagógica, as peças têm contribuído para a aprendizagem de quase 2 mil alunos, sendo 60 da educação especial. “As tecnologias educacionais combinadas com inovação pedagógica melhoram o processo de ensino e aprendizagem por torná-lo dinâmico, interativo e oferecer mais autonomia à crianças. Já foram distribuídas 18 mesas digitais em 19 escolas do município que têm sido utilizadas por estudantes de 3 a 16 anos, professores de informática e coordenadores pedagógicos. No caso das crianças com deficiência, a mesa digital é utilizada com apoio do profissional de tecnologia assistiva, levando em conta um planejamento prévio e respeitando as limitações de cada uma delas. Na educação infantil e ensino fundamental, a mesa digital é complementar ao Programa Luz do Saber Infantil, focado na alfabetização das crianças”, explica a coordenadora do Núcleo, Samile Fernandes Martins.

Em 2015, o Núcleo de Atendimento Pedagógico Especializado (NAPE/NANÁ) atendeu 128 crianças com déficit de aprendizagem, síndrome de Down, hiperatividade, deficiências múltiplas e intelectual. O núcleo foi criado em 2004 e é orientado por uma proposta inclusiva e integrativa de alunos com deficiências no ensino regular das escolas públicas do município. Sua equipe é formada por profissionais especializados, coordenadora pedagógica, pedagoga, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicopedagoga, assistente social, merendeira e secretária. A atuação de todos é guiada pelos princípios de reciprocidade, comprometimento e colaboração mútua. Segundo Samile, estes profissionais têm como desafio investigar e explorar os recursos disponíveis na comunidade a fim de promover acessibilidade, articular os serviços especializados existentes na rede de educação, saúde e ação social, além de acompanhar o processo de aprendizagem dos alunos com necessidades especiais.

 

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