Referência em inclusão e acessibilidade!
ACESSO GRÁTIS | Leitor de Tela
Dia 5 de agosto de 2016 | Por Revista D+ | Sobre Edição 10 e Paralimpíada

barra_qr_01
barra_qr_02barra_qr_03barra_qr_04barra_qr_05barra_qr_06barra_qr_07barra_qr_08barra_qr_09

Conteúdo em Libras

Texto em Português

“A maior satisfação dentro do esporte é o reconhecimento como atleta”

 Por Renata Linsdaniel-0-mundial.thumb

 

Daniel Farias Dias, 28 anos, é paratleta brasileiro, nadador e recordista mundial em medalhas. Nasceu com
malformação congênita dos membros superiores e da perna direita. Ele é promessa de medalha nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Saiba mais sobre esse campeão na entrevista a seguir:

 

Revista D+: Por que você escolheu a natação?

Daniel Dias: Descobri na natação o dom que Deus me deu. Isso foi com 16 anos. Até então, pensava apenas em futebol.

 

Quais foram as pessoas que mais te apoiaram na sua escolha?

Meus pais.

 

Quais foram as maiores dificuldades na sua carreira?

Foram no início. Eu morava em Camanducaia, Minas Gerais, e vinha treinar em Bragança Paulista. Vinha de ônibus e o percurso demorava de 1h30 a 2 horas de viagem para vir e o mesmo para voltar. E isso era todos os dias por dois anos. Também não tinha patrocínio.

 

Quem era o Daniel Dias antes do esporte paralímpico e quem é o Daniel agora?

Sou a mesma pessoa. Claro que com mais experiência no esporte.

 

Pessoas com deficiência são como outras pessoas: nem vítima, nem herói. Você acha que um atleta paralímpico, ao atingir o topo da carreira, pode também se entregar à soberba? Como lidar com isso?

Graças a Deus tenho uma família que sempre me apoiou e me fez ver que tudo isso é passageiro. Meu pai sempre me disse: “Filho, você pode conquistar muitas medalhas, mas as medalhas jamais podem te conquistar”.

 

O que mais te incomoda dentro do esporte?

Não vejo incômodo, pois escolhi ser um atleta de alto rendimento. E também sou apaixonado pelo que faço.

 

Qual sua opinião sobre os baixos valores cobrados pelos ingressos da Paralimpíada?

Vejo como uma oportunidade para que muitos possam apreciar a Paralimpíada.

 

Em sua opinião, o que falta ainda para que os Jogos Paralímpicos alcancem o mesmo patamar das Olimpíadas?

Espero que com os Jogos Paralímpicos no Rio muitos possam ver que também somos atletas de alto rendimento.

 

Como é a responsabilidade de ser o maior medalhista paralímpico brasileiro?

Não vejo como responsabilidade. Foi algo que aconteceu pelo resultado do meu trabalho e desenvolvimento do dom que Deus me deu.

 

O fato de ter uma Paralimpíada em casa aumenta a reponsabilidade de trazer medalhas?

A torcida sempre espera o melhor de seus atletas. Darei o meu melhor e, caso conquiste algumas medalhas, ficarei muito feliz e acredito que a torcida brasileira também.

 

Como estão os preparativos para os Jogos Rio 2016?  Qual a expectativa?

Estou treinando bastante e muito focado. As expectativas são as melhores possíveis.

 

O que você sente quando sobe ao pódio para receber uma medalha?

Muita emoção e gratidão a Deus por poder estar em uma competição tão importante.

 

Qual foi o momento mais marcante em sua carreira? Qual a sua maior satisfação dentro do esporte?

Guardo com muito carinho a lembrança de minha primeira medalha em Paralimpíada, a de Pequim. Foi no dia 7 de setembro. A maior satisfação dentro do esporte é o reconhecimento como atleta.

 

Qual mensagem você poderia deixar para crianças e jovens com deficiência que sonham em alçar patamares como os seus no esporte?

Apesar de nossas limitações, somos capazes de realizar nossos sonhos e objetivos. A deficiência física não define quem somos, o que somos está dentro de nós. O respeito às pessoas nos fazem campeões na vida.

Sumário

Posts Relacionados

Acesse a Revista D+