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Dia 18 de novembro de 2016 | Por Revista D+ | Sobre Oculto Edição 11

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio
deixaram muito mais que medalhas, o legado
de acessibilidade e melhorias para o bem
estar da população apenas começou
texto Brenda Cruz e Cintia Alves, do Rio de Janeiro

A cidade do Rio de Janeiro volta ao normal após uma temporada de agito devido aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Agora sem o clima de festa e os holofotes do mundo inteiro voltados aos jogos, o que ficou de legado para os moradores e turistas com e sem deficiência da Cidade Maravilhosa?

Trazemos aqui um balanço geral do investimento que chegou a mais de R$ 7.4 bilhões, segundo o levantamento no orçamento do Comitê Organizador Rio2016.

Esse valor foi investido nos setores: administrativo e comercial, tecnologia, projetos de infraestrutura, esportes e cerimônias, acomodações, serviços dos jogos, direitos de marketing e contingência, transporte e engajamento.

Muito foi feito, no entanto, o Rio ainda está longe de ser um modelo dentre as capitais brasileiras. O Observatório das Metrópoles, coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), realizou um estudo que determina o Índice de Bem-Estar Urbano dos municípios brasileiros.

O levantamento inédito, que teve como indicadores sete itens para avaliar a infraestrutura, revela que das 27 capitais, o Rio de Janeiro ficou em oitavo lugar, sendo que Vitória é a melhor colocada.

Pelas ruas

O programa Bairro Maravilha foi lançado em 2010 e é responsável pela urbanização e implantação de infraestrutura nas zonas Norte e Oeste. Segundo a prefeitura, foram investidos nesse projeto R$ 2 bilhões para atender a 59 bairros com pavimentação, implantação de sistemas de esgoto, drenagem, construção de rampas e calçadas e plantio de árvores. Até o fim de agosto, foram instaladas 8.900 rampas de acessibilidade. Conforme a prefeitura, até dezembro, o número de rampas chegará a 10.617.
Foram implantados sete sinais de trânsito que dispõe de alerta sonoro. Os equipamentos foram instalados pela CET-Rio em locais onde há maior demanda por causa da locomoção de pessoas com deficiência visual nas regiões.

Turismo para todos

O projeto batizado de Rotas Acessíveis foi idealizado pela Riotur. A intervenção passou a oferecer acessibilidade para as pessoas com deficiência, ligando os principais meios de transporte aos pontos turísticos da cidade.
O investimento de aproximadamente R$ 2 milhões foi destinado ao Corcovado, Shopping Rio Sul – Pão de Açúcar, Cinelândia, Barra da Tijuca (praia), Vista Chinesa, Mesa do Imperador, Jardim Botânico e Copacabana (praia).
A Região Portuária também passou por reformas, ganhando 300 mil m² de área de lazer, ligando-se a Praça Mauá e tornando o Museu do Amanhã o mais novo cartão postal da cidade.

Educação e bem estar

Para o Parque Olímpico da Barra, o Ministério do Esporte destinou R$ 300 milhões na construção de instalações esportivas que serão permanentes, como: o Centro Olímpico de Tênis, o Velódromo Olímpico e os Halls Olímpicos 1, 2 e 3.
A Arena do Handebol, que teve o custo de R$ 140,1 milhões, incluindo gastos com manutenção, terá sua estrutura desmontada para a construção de quatro escolas públicas. O mesmo acontecerá com o Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, cujo investimento foi de R$ 225,3 milhões, que será desmontado e destinado a outro estado, a ser definido.

Academias acessíveis

Foi inaugurada na Praça do Lido, em Copacabana, a primeira academia ao ar livre acessível para pessoas com deficiência. A Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconserva) já adquiriu mais dez equipamentos que serão instalados em outros pontos da cidade.
“Esses são equipamentos que passaram por um período de testes, apresentam novo design e um material de maior resistência. Esse novo modelo reforça a atenção da Prefeitura do Rio com o desafio da acessibilidade”, diz o secretário Marcus Belchior, titular da pasta de Conservação e Serviços Públicos, responsável por esse projeto.
Além disso, a Prefeitura do Rio, por meio da Seconserva, também instalou brinquedos para crianças com deficiência na Praça Ricardo Palma (Lagoa) e na Praça Niterói (Tijuca). Em breve, o projeto será expandido a outros locais.

 

A cidade ganhou academias acessíveis ao ar livre para maior autonomia dos usuários

A cidade ganhou academias acessíveis ao ar livre para maior autonomia dos usuários

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