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Dia 18 de novembro de 2016 | Por Revista D+ | Sobre Oculto Edição 11
Para ir e vir

Inaugurado parcialmente em julho deste ano, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é a opção ideal para a mobilidade da população na área central da cidade. Quando concluído terá 28 km e 31 paradas, circulando de forma rápida, segura e sustentável, no Centro do Rio e na Região Portuária, e tem como um dos pontos principais o Aeroporto Santos Dumont.
A Linha 4 do Metrô, inaugurada com investimento de R$ 9,7 bilhões, liga a Barra da Tijuca à Ipanema, com estimativa de circulação de 300 mil pessoas por dia e conexões com as Linhas 1 e 2 do sistema BRT.
Quem embarca nos veículos BRTs na Barra da Tijuca encontra espaços exclusivos para pessoas com cadeiras de rodas com proteção necessária, assentos para pessoas com mobilidade reduzida, idosos, gestantes e pessoas com cão-guia.
Todas as estações foram projetadas com rampas de acesso, piso tátil, pisos antiderrapantes e sinalização sonora indicando as estações seguintes para pessoas com deficiência visual. Há também sinalizações visuais para pessoas com deficiência auditiva e paradas acessíveis no mesmo nível das estações.

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) facilitou o acesso à zona central e portuária, e conta com total acessibilidade nos vagões e paradas

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) facilitou o acesso à zona central e portuária, e conta com total acessibilidade nos vagões e paradas

Sociedade mais ativa

O Rio ainda tem uma grande jornada para concluir as obras que começou em prol da acessibilidade e inclusão da pessoa com deficiência em todos os cantos da cidade. Que esses jogos possam ter sido apenas o “start” para um novo alvorecer.
“Eu tenho certeza que o tempo vai fazer esse registro com a cidade do Rio de Janeiro, como as Olimpíadas e Paralimpíadas mais transformadoras na vida de uma cidade e de uma população”, disse Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, em coletiva de imprensa no Rio Media Center sobre o legado dos Jogos Paralímpicos.
Para Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, os Jogos do Rio ajudaram a acelerar as mudanças na cidade, mas o mais importante foi a promoção de valores sobre acessibilidade. “Eu não tenho dúvidas de que as crianças que foram ao Parque Olímpico, nas instalações em Deodoro, no Maracanã, na Zona Sul, mudaram a sua percepção sobre as pessoas com deficiência”, afirmou Parsons.
O presidente do Comitê ainda ressaltou a importância de uma sociedade mais atuante no âmbito da inclusão e da acessibilidade. “Temos que cobrar os governantes, mas cabe a nós também, como sociedade civil, se articular e fazer nossa parte, e esses Jogos Paralímpicos nos ajudam a despertar essa consciência”, finalizou.

O que o espírito esportivo trouxe para o país?

Durante os Jogos Paralímpicos surgiram muitos reflexos de esperança para que pessoas com deficiência busquem oportunidades por meio do esporte. O maior legado do projeto, além desse sentimento, é o investimento na infraestrutura, que ultrapassa R$ 3 bilhões, em recursos destinados aos centros de treinamentos para atletas no futuro.
O investimento de R$ 910 milhões na construção dos 249 Centros de Iniciação ao Esporte (CIEs), do Ministério do Esporte, em 238 municípios de todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, possibilita a formação e o incentivo de atletas na prática esportiva em territórios de vulnerabilidade social.
“O Governo Federal teve uma participação efetiva no estímulo aos atletas. A parceria entre os ministérios do Esporte e da Defesa deu muito certo. Para uma multidão de jovens brasileiros, ficará a ideia de que é possível buscar um caminho no esporte”, afirmou o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, em entrevista coletiva no Rio Media Center.

Transformando vidas

As Vilas Olímpicas, da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SMEL), atende mais de 3 mil alunos com deficiência, com 50 atividades inclusivas de esporte e lazer. Com 22 unidades espalhadas pela cidade, as modalidades variam entre atletismo (caminhada orientada adaptada), oficina de psicomotricidade, coral de Libras, taekwondo inclusivo, jiu-jitsu inclusivo, ginástica artística adaptada, entre outras.

Investimento de alto nível

Com apoio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPD) e do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB),encontre-um-local-de-treinamento-perto-de-vc a Prefeitura do Rio oferece treinamento de alto nível e infraestrutura a um grupo de 21 atletas com deficiência visual e motora, e quatro guias, formando o Time Rio Paralímpico.
Os atletas disputam quatro categorias: atletismo, canoagem, natação e judô. O projeto já passou por duas fases: a primeira em 2012, para os Jogos de Londres, e esse ano, para os Jogos Rio2016. A expectativa do projeto é que a cada ano os atletas estejam mais capacitados para as futuras competições.

De olho no futuro

Para realizar o sonho de esportistas pelo país, o programa Bolsa Atleta, do Governo Federal, já concedeu mais de 43 mil bolsas desde 2005, com investimento que já ultrapassou mais de R$ 600 milhões. Sendo considerado o maior programa de patrocínio esportivo individual e direto do mundo.
O maior legado chegou em 2012 com o programa Bolsa Pódio, que contempla atletas com grandes chances de disputar medalhas nas Paralímpiadas. Para os Jogos Rio2016, foram patrocinados 252 atletas nas modalidades individuais (olímpicas e paralímpicas) com bolsas que variam de R$ 5 mil a R$ 15 mil. D+  

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