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Dia 18 de novembro de 2016 | Por Revista D+ | Sobre Oculto Edição 11

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Da sala de aula para o estúdio de TV
Texto Rosa Buccino Entrevista e fotos Taís Lambert

Para algumas pessoas pode parecer inatingível trabalhar nas áreas que dominam. No entanto, no caso de Heveraldo Alves Ferreira, 53 anos, há um misto de otimismo e determinação em suas ações. Formado em Teologia pela primeira Igreja Batista de Niterói, Rio de Janeiro, no final dos anos 1980, e consagrado como o primeiro pastor surdo do Brasil, ele repensou a vida e encontrou novas experiências profissionais.

Aliás, tal decisão foi determinante para que, entre 1999 e 2011, ele concluísse os cursos de Bacharelado e Licenciatura em Letras-Libras e fosse contratado pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) como Instrutor de Língua de Sinais e Professor de Libras nos níveis de 1 ao 5.

Heveraldo Alves Ferreira, apresentador do programa Vida em Libras. Abaixo, em ação na campanha sobre os 10 anos da Lei Maria da Penha

Heveraldo Alves Ferreira, apresentador do programa Vida em Libras. Abaixo, em ação na campanha sobre os 10 anos da Lei Maria da Penha

Posteriormente, foi assessor de Marcelo Ferreira de Vasconcelos Cavalcanti, atual diretor geral do INES, atuação que lhe rendeu o convite, em 2013, para integrar o quadro de funcionários da TV INES como apresentador e roteirista. “Desconhecia minhas habilidades televisivas. Hoje são quase 60 programas editados da Língua Portuguesa para Libras com abordagens educativas e sobre o cotidiano dos surdos”, celebra Heveraldo.

Ele começou apresentando o programa Aula de Libras – e executou 50 episódios com diversos temas. Recentemente, a esquete mudou de nome: passou para Vida em Libras. “Hoje o nosso foco é muito mais abrangente. Não fico preso a temas: eu mostro as impressões diárias, a vida, as metáforas, tudo em Libras. É tudo mais natural”, explica.

Sobre a empregabilidade dos surdos no Brasil, ele observa que há preconceito por parte das empresas e que, infelizmente, os ouvintes ainda têm muito a compreender, especialmente sobre acessibilidade e Libras. “Engana-se quem ainda pensa que um surdo é incapaz! Ao contrário. O surdo é hábil e preparado como são os ouvintes e pode exercer várias funções”, assinala. “O erro é contratar o surdo para usufruir da mão de obra dele sem saber quem é a pessoa surda, sua identidade”.

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