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Dia 9 de março de 2017 | Por Revista D+ | Sobre Edição 13

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Tradutores-intérpretes de Libras na saúde:
o que eles nos contam sobre questões éticas em suas práticas*

texto Eliza Padilha

Ao longo de mais de dez anos, Patrícia Cristina Andrade Pereira vem testemunhando a má qualidade dos atendimentos prestados pelas equipes de saúde, isso porque está exposta diariamente à realidade vivida pelos Tils-GIs (tradutores e intérpretes de língua de sinais – guias-intérpretes) dessa área. Esse contato permitiu que ela fizesse diversos estudos na área da surdez e trouxesse, em sua tese, questões pertinentes e ao mesmo tempo angustiantes sobre o trabalho desses profissionais e seus desafios éticos, através de riquíssimos depoimentos colhidos de 30 deles, encontrados em associações de São Paulo e Rio de Janeiro.

A primeira importante constatação feita é que os Tils-GIs não têm formação, habilidades e conhecimentos das terminologias próprias para exercer esse trabalho na área da saúde. Inclusive, não foram encontrados profissionais contratados especificamente a atuação. São casos pontuais, esporádicos, voluntários, informais ou na falta de familiares e acompanhantes.

Dessa deficiência de treinamento específico surgem vários outros problemas, como, por exemplo, dificuldades de interpretações devido a termos médicos, jargões ou à interculturalidade – que geram ruídos de comunicação – ou mesmo à falta de tato tanto do Tils-GI quanto da equipe de saúde no contato com o paciente.

A ética dos Tils-GIs é investigada sob três aspectos, que norteiam a pesquisa: comunicação, autonomia e privacidade. Sobre o primeiro aspecto, é importante ressaltar que a interpretação “é um constante exercício de linguística comparada atravessado por questões interculturais, de poderes e políticas, não apenas por desafios técnicos”, a mediação contextual também se faz necessária, e, por isso, falar a mesma língua não é sinônimo de boa comunicação.

A autora mostra como a autonomia dos surdos, o segundo aspecto, é prejudicada, ao notar, por exemplo, que os Tils-GIs exercem muito mais do que a função de interpretação, são: mediadores, informantes, cuidadores, fiscais, acompanhantes e, aparentemente, tudo mais que o paciente surdo precisar desde a pré-consulta.

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