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Dia 21 de maio de 2017 | Por Revista D+ | Sobre Oculto Edições

O grande dia

Após o estresse dos preparativos, é chegada a hora das borboletas no estômago, que costumam aparecer no grande dia. Aline não consegue segurar a ansiedade para a cerimônia. “É engraçado eu estar assim, nunca tive o sonho de casar na igreja porque sempre achei perda de tempo e desperdício de dinheiro, mas não é! Mesmo estando com medo que algo dê errado, estou curtindo esse momento tão especial na vida da mulher”.

casal-1Apesar de alguns contratempos, Leia revela que ficou satisfeita com o casamento. “Deu trabalho, mas, valeu a pena”. Durante o dia da cerimônia, a auxiliar de escritório gostaria de ter descansado no hotel, porém a falta de acessibilidade nos hotéis cariocas fez a noiva abrir mão. “Não tinha espaço para a cadeira de rodas no quarto, havia escadaria na entrada e não tinha elevador acessível que saía da garagem”. Dessa forma, Leia se arrumou em casa com o auxílio de uma amiga. Porém, a casa é no segundo andar, então, ela teve que ser carregada até o carro.

Paulo Sérgio, noivo de Leia, animado com a realização do casamento, auxiliou na decoração da igreja e apenas parou de trabalhar para se arrumar. A cerimônia e a festa aconteceram no quintal da igreja. Depois do casamento, a noiva quis fugir do tradicional e dançou o ritmo charme (coreografia com músicas americanas dos anos 1980) em vez da valsa. “Primeiro apareceram os padrinhos, depois as damas e por último os noivos. Descemos a rampa dançando”, lembra.

Michelle foi assertiva ao fazer a cerimônia e a festa no mesmo local. “Foi mais fácil por causa do vestido e por não precisar fazer transferência de carro. A sensação que eu tive foi de felicidade. Até hoje tenho a impressão de que foi o dia mais feliz da minha vida!”.

A preparação da noiva aconteceu em cima do buffet. Michelle foi carregada pelo noivo para um espaço com hidro em um banheiro espaçoso, onde passou o dia de beleza com a sogra e a prima. Para ficar pronta, Michelle teve o auxílio de três profissionais: cabelereira, maquiadora e massagista.

A ideia da valsa foi por conta da noiva. “Eu que adaptei a dança. Fiz as partes que tinham movimentos de braços e deixei a movimentação do corpo com o meu noivo”. A “valsa” foi eclética começando de forma tradicional e em seguida, com Tropa de Elite, Macarena, Vai Ter que Rebolar e Kuduro.

Apesar de Michelle e Leia terem enfrentado as barreiras e de Aline estar conseguindo concluir os preparativos do casamento, ainda há muitas Leias a procura do vestido perfeito, Michelles buscando igrejas acessíveis e Alines lutando por salões de beleza onde não precisem ser carregadas. E muitas, muitas outras noivas tentando entrar com dignidade em suas próprias festas… D+

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