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Dia 21 de maio de 2017 | Por Revista D+ | Sobre Oculto Edições

No estado de São Paulo, foram 1.216 vítimas com
algum tipo de deficiência só no mês de março de 2017


VIOLÊNCIA 

A vulnerabilidade não é uma característica da pessoa com deficiência, mas um fenômeno relacionado à maneira como a sociedade enxerga essas pessoas. Em outras palavras, a pessoa com deficiência não deveria ser tratada ou entendida como alguém mais frágil e, portanto, alvo fácil para a violência. Não deveria, mas é.

Ivone de Oliveira, 48 anos, cadeirante, já sofreu assédio por diversas vezes. Em uma das ocasiões mais marcantes, dentro do metrô, um homem se fez de “bêbado”, caindo e se esfregando nela por todo o trajeto. “Ele me espremia na vaga de deficiente, jogava o corpo inteiro em cima de mim. A violência era notória para os outros usuários, que acabaram por chamar os seguranças do metrô”, conta Ivone.

Para quem agride, a pessoa com deficiência é incapaz. Seja de se defender, seja de denunciar. “A vulnerabilidade pode decorrer de vários fatores, como maior dependência de cuidados de outras pessoas, o agressor perceber que terá menos riscos de a agressão ser descoberta, dificuldade da vítima de notificar a violência ou mesmo de acreditarem no que ela está tentando dizer”, detalha a fundadora do Laprev, ela mesma com um histórico de violência na família: nos anos 1980, Dra. Lúcia perdeu uma irmã assassinada pelo pai de seus filhos.

A pessoa com deficiência no papel da vítima pode não entender que o que houve foi um ato de violência. Outros fatores que colaboram para que sejam os alvos preferidos de atos violentos têm a ver com o isolamento, a maior possibilidade de ser manipulado ou enganado pelas pessoas, a ausência de conhecimento sobre prevenção e habilidades de autoproteção.

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