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Dia 21 de maio de 2017 | Por Revista D+ | Sobre Oculto Edições

 

Samanta Rihbani Conti, delegada

Samanta Rihbani Conti, delegada

Moacir Batista de Albuquerque, investigador chefe de polícia

Moacir Batista de Albuquerque, investigador chefe de polícia

Rosália Peres Gonçalves, assistente social e coordenadora do Centro de Apoio Técnico

Rosália Peres Gonçalves, assistente social e coordenadora do Centro de Apoio Técnico

Clara Akie Yoshino, socióloga

Clara Akie Yoshino, socióloga

Edleia Barreto Nascimento, assistente social

Edleia Barreto Nascimento, assistente social

Fernando de Paula Lino, intérprete de Libras

Fernando de Paula Lino, intérprete de Libras

Parte do time da 1ª DPPD, no centro de São Paulo: o acolhimento na delegacia acessível conta com equipe multidisciplinar

Parte do time da 1ª DPPD, no centro de São Paulo: o acolhimento na delegacia acessível conta com equipe multidisciplinar

 

O SURDO E A INEFICIÊNCIA DA SOCIEDADE  surdo e a ineficiência da sociedade

Segundo a compilação de 2016 dos boletins de ocorrência registrados na 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência, elaborado pela socióloga Clara Akie Yoshino, os surdos são os que mais vão à 1ª DPPD. São 52% de pessoas surdas, 20,9% de pessoas com deficiência física e, em terceiro lugar, as pessoas com deficiência intelectual (13,8%). “As ocorrências familiares são muitas, e na maior parte das vezes é por causa da falta de comunicação. Também recebemos muitos surdos que foram demitidos e vêm para falar que receberam pouco, que não havia intérprete e se sentiram lesados”, conta Fernando de Paula Lino, 28 anos, intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na 1ª DPPD.

O alto número de surdos na delegacia não significa, apenas, boletins de ocorrência. Boa parte deles procura o local justamente porque carecem de intérpretes de Libras em suas necessidades de rotina e sabem que, lá, encontrarão ajuda. “Muitos surdos contam que não conseguem, por exemplo, receber o Benefício de Prestação Continuada e não sabem a razão, porque não conseguem se comunicar nos locais”, revela a delegada Dra. Samanta. Desde o dia 13 de março, a Central de Interpretação de Libras (CIL), da Prefeitura de São Paulo, está com os serviços suspensos. De acordo com a assessoria de comunicação, “A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED) esclarece que está tomando as providências necessárias para a regularização e o aperfeiçoamento do serviço de mediação na comunicação entre pessoas com deficiência auditiva, surdos e surdocegos e os serviços públicos na cidade de São Paulo”.

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