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Dia 15 de maio de 2017 | Por Revista D+ | Sobre Oculto Edições

ariovaldoA fonoaudióloga ainda define os critérios que precisam ser seguidos para a realização do implante. “Há critérios médicos, que são mais orgânicos; há os critérios audiológico, social e psicológico. Então, se todos os membros da equipe dão o seu aval, essa pessoa é um candidato ao implante coclear e este é feito o mais cedo possível. Claro que o prognóstico depende da idade, da etiologia e da reabilitação, entre outros fatores. Eu preciso, além da equipe, de uma família atuante e uma escola participante”.

O consenso médico é que o implante seja realizado o mais cedo possível se a pessoa preencher os critérios. No caso das crianças, hoje o implante é recomendado a partir dos seis meses de vida. Foi o que aconteceu com Rodrigo Cortez Alvarez, 10 anos. A surdez foi diagnosticada após o nascimento, no teste da orelhinha, e a partir disso, outros testes completariam, meses depois, o resultado da surdez bilateral profunda. “O Rodrigo foi o primeiro bebê no Brasil a colocar o implante coclear com nove meses de um lado. A outra cirurgia foi aos dois anos”, contou Andrea Cortez Alvarez, mãe do garoto.

fonoAndrea conta que a ativação do primeiro aparelho foi muito emocionante para a família. “Ele estava mamando no meu seio, a fono fez um barulho atrás da cabeça dele e ele virou para olhar”, conta a mãe. A reabilitação, segundo Andrea, foi um período intenso e de bastante entrega. “Esse período foi fundamental para a vida equilibrada de audição que meu filho tem hoje. A fonoaudióloga dele é uma pessoa muito dedicada, foi ela que nos ensinou tudo. A família inteira se uniu para aprender a lidar com ele”, comenta Andreia.

Rodrigo tem um irmão mais velho com dois anos de diferença, Murilo, que foi um dos grandes responsáveis, segundo a mãe, pelo desenvolvimento do irmão surdo. “Eu falo que o Murilo foi o professor do Rodrigo, pois ele, mesmo sendo muito pequeno, sabia que tinha algo diferente acontecendo na família e sempre foi ele que, mesmo nas brincadeiras, orientou e ajudou o desenvolvimento do irmão. Eles são muito parceiros!”. D+

A família veste a camisa para divulgar informações e proporcionar troca de experiência sobre o implante coclear

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