Referência em inclusão e acessibilidade!
ACESSO GRÁTIS| Leitor de Tela
pai-e-filha
Dia 21 de maio de 2017 | Por Revista D+ | Sobre Edição 14

[tab]

[tab_item title=”Texto em Português”]

Longa-metragem Mulher do Pai aborda questões de deficiência  visual a partir da construção de relação familiar

entrevistas e texto: Mayra Ribeiro

Delicadeza, sensibilidade e descobrimento de novos horizontes são características marcantes no enredo de Mulher do Pai. O longa-metragem, criado pela diretora Cristiane Oliveira e que estará nas telas de cinema no primeiro semestre de 2017, aborda o cotidiano de uma pessoa com deficiência visual que de repente depara com a necessidade de construir uma relação familiar de confiança até então inexistente, mas, cuidadosa para não exceder limites. 

Nos últimos anos, a relação de Ruben e Nalu – os atores Marat Descartes e Maria Galant – não tem sido como deveria: de pai e filha. Em sua juventude, o desenhista, que adorava pintar e desenhar, perde totalmente a visão de forma repentina. A partir desse acontecimento, Ruben passa a receber cuidados da mãe, que também exerce um papel materno sobre Nalu. Essa relação prejudicada entre pai e filha acaba ganhando uma reviravolta com a morte da mãe do deficiente visual. 

Ruben redescobre o contato com o mundo à sua volta a partir das experiências com sua filha adolescente

Ruben redescobre o contato com o mundo à sua volta a partir das experiências com sua filha adolescente

Nesse momento, Nalu e Ruben percebem a necessidade do desenvolvimento de uma relação mais próxima inicialmente regada à dependência, o que gera na adolescente de 16 anos o conflito de desejar sair da vila interiorana dos Pampas para conhecer o mundo e, ao mesmo tempo, precisar permanecer no local para dar assistência ao pai. Ao longo da trama, o público pode esperar o aparecimento de uma terceira pessoa que ganhará espaço no cotidiano de ambos, transformando-se em motivo de conflitos.

Outro aspecto presente no drama são as barreiras. A produção que retrata um limite geográfico ao se passar entre a divisão territorial do Brasil com o Uruguai também aborda barreiras entre o espaço interno e externo. “Em um filme que fala sobre toque, a projetospele apresenta-se como uma fronteira entre o interior e o exterior, o que faz surgir um limite de imposição entre duas pessoas. A história trata de fronteiras reais e das que construímos para nós mesmos”, afirma Cristiane Oliveira, diretora de Mulher do Pai.

“Em Mulher do Pai, a intimidade forçada que surge de forma repentina, transforma-se em interesse quando, a partir das experiências de Nalu, Ruben redescobre o contato com o mundo à sua volta. A partir de então, pai e filha deverão aprender a ter uma relação que respeite os limites de espaço do outro”, explica Cristiane.  A ficção foi inspirada na vida da diretora, que durante a adolescência teve uma reconciliação com o pai. Por sua vez, os personagens ganharam forma em 2004 a partir do primeiro curta-metragem dirigido por Cristiane. Messalina retrata uma jovem com deficiência visual. Esse contato com o universo dos cegos despertou o interesse da diretora para essa realidade.


[/tab_item][/tab]
Faça seu Login para ter acesso a todo Conteùdo.


Ou cadastre-se Gratuitamente para ter acesso a todo Conteùdo,

Sumário

Posts Relacionados

Acesse a Revista D+