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Nada do que é humano me é estranho?
Dia 4 de julho de 2017 | Por Revista D+ | Sobre Edição 15

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Homo sum: nihil humani a me alienum puto: “Sou humano e nada do que é humano me é estranho…” – (Públio Terêncio Afro, dramaturgo e poeta romano, nascido entre 195-185 a.C. e falecido por volta de 159 a.C.)

Nunca é demais frisar que não se pode estabelecer um “modelo-padrão” de ser humano no qual todos deveríamos nos encaixar. Aliás, essa teoria fora colocada em prática por filósofos do eugenismo, no século XIX, visando à melhoria genética e à homogeneização da nossa espécie. A filosofia da Eugenia teve seu apogeu com os estudos de Francis Galton (1822-1911), criador da Psicologia Diferencial, dos Testes Psicométricos (mais conhecidos como testes de Q.I.) e dos exames através de impressões digitais (hoje utilizados, principalmente, na ciência criminal).

Entretanto, Galton ficou mais conhecido como o pai da Eugenia moderna, teoria biossocial, cujo principal objetivo era a evolução, aperfeiçoamento e purificação da raça humana. É claro que a ideia eugenista de Galton não era de todo original. Como se sabe, desde a Antiguidade, os hebreus implantaram regras de higienização e profilaxia que inspiraram teóricos eugenistas do final do século XIX e início do XX. Da mesma forma, padrões de beleza física e exemplo de força já eram perseguidos na Grécia Antiga, principalmente em Esparta. Contudo, foi Galton quem, em 1885, propôs o termo “eugenia” (do grego eugenes, bem nascido) que designaria o ramo da ciência biológica relacionada à melhoria da genética humana.

Por meio dessa teoria, ele pretendia criar um ser humano que superasse qualquer doença ou imperfeição, ou seja, seria um homem belo, forte, saudável física e mentalmente, um “deus grego”, poderíamos dizer. Galton era primo de Charles Darwin (1872), em cuja obra se inspirou e do qual teve apoio para solidificar a teoria do eugenismo. Dessa forma, em 1884, ele fundou um laboratório antropométrico, passando a propagar a eugenia como meio de melhorar a raça humana, o que deveria ser feito por meio de uma seleção mais inteligente que a natural darwiniana. Claro que tal ideia galtoniana partia de um padrão estereotipado de beleza e perfeição incrustado na sociedade e que, lamentavelmente, ainda persiste até hoje.


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