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Na última quarta-feira, 24, ocorreu na Embaixada da Dinamarca, em Brasília, um workshop que reuniu profissionais de saúde, ex pacientes, personalidades e autoridades interessadas no assunto da qualidade de vida das pessoas que são lesados medulares.

Participaram do evento Gisela de Assis, presidente da Associação Brasileira de Estomaterapia – Seccional do Paraná; o doutor em Urologia pela Unifesp e chefe do Departamento de Uroneurologia da Sociedade Brasileira de Urologia, José Carlos Truzzi; o deputado federal Odorico Monteiro (PROS-CE); o embaixador da Dinamarca, Kim Hojlun Christensen; e Rafael Hoffmann, atleta paralímpico da Seleção Brasileira de Rugby.

O evento foi aberto por Christensen. Segundo ele, apesar de todos os avanços tecnológicos, “é preciso buscar políticas públicas em prol das pessoas com deficiência”. Ele lembrou que o Brasil avançou muito, nos últimos anos, para ampliar os direitos e as liberdades das pessoas com deficiência, mas ainda assim “os desafios para facilitar o dia a dia da vida de cadeirantes são permanentes tanto aqui quanto na Dinamarca”.

De acordo com estimativas do Ministério da Saúde, seis mil novos casos de lesão medular são registrados todos os anos no Brasil, sendo 80% das vítimas homens jovens, que perdem o controle da bexiga por causa do corte na comunicação entre o cérebro e o músculo responsável por armazenar a urina.

O atleta Rafael Hoffmann, 33, deu seu depoimento sobre as dificuldades que lesados medulares enfrentam diariamente para urinar. “Quem não vive esse tipo de lesão imagina que um cadeirante simplesmente não anda, mas junto com a lesão vem todo um pacote. O fato de não andar é o que menos incomoda”, destacou.

Rafael é cadeirante há quase dez anos. Segundo o atleta, foi durante uma viagem ao exterior para participar de uma competição de rugby que ele conheceu um procedimento que impactaria para sempre sua qualidade de vida, o chamado cateterismo hidrofílico, capaz de permitir a retirada total da urina acumulada na bexiga de forma prática e com menos riscos à saúde.

Antes, o atleta fazia ciclos de antibiótico praticamente de três em três meses por causa dos cateteres sem lubrificação e isso, para um atleta como ele, é complicado, pois atrapalha os treinos. “Só no final de 2013 conheci o cateter hidrofílico. A gente (os atletas de rugby da Seleção Brasileira).Em Curitiba, o cateter é fornecido pelo SUS”, finalizou Rafael.

Veja fotos do encontro abaixo.


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