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Ontem, 09/10, aconteceram diversos eventos sobre tecnologia, acessibilidade, comunicação e inclusão no Espaço Immensità, junto ao Complexo Hoteleiro Mercure Nortel, localizado no bairro de Santana, na capital Paulista. Essa vasta programação foi organizada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPCD), com a proposta de promover encontros simultâneos entre 06 a 09 de novembro.

A convite da SEDPCD/SP, a Equipe D+ participou do “V Encontro de Gestores de Comunicação do Estado de São Paulo – Por uma Comunicação Inclusiva”, expondo sua experiência no segmento. O diretor de Publicidade, Denilson Nalin, participou da mesa redonda expondo o tema “A Inclusão em Revista”.  Nalin contou um pouco sobre como a Revista D + aborda a temática da pessoa com deficiência, e como as matérias são abordadas no âmbito de interesses tanto da pessoa com deficiência, quanto sem. Concluiu com um vídeo que exemplifica a dinâmica da empresa na elaboração de   conteúdos acessíveis no site da D+, como a áudio-descrição e o conteúdo em Libras.

Na mesa da esquerda para a direita: Maria Isabel da Silva, Ellen Nogueira e Denilson Nalin

Maria Isabel da Silva é jornalista e atua como gestora de comunicação institucional da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. Sua palestra abordou o tema “Atendimento Humanizado e Comunicação Inclusiva”. Isabel esclareceu aos profissionais presentes, um pouco da história de preconceito, segregação, e lutas da pessoa com deficiência, da Idade Média até os tempos atuais; ela falou também a respeito das conquistas e dificuldades que essas pessoas ainda enfrentam na sociedade.

Isabel declarou que muitos comunicadores pensam que as pessoas com deficiência são apenas uma minoria. “A verdade é que essa minoria tem o total de 45 milhões de pessoas que se declararam com algum tipo de deficiência, em todo o Brasil, segundo censo de 2010 do IBGE. Só no Estado de São Paulo são 9,3 milhões”, declarou a jornalista. Segundo o censo, mais de 35 milhões de pessoas têm deficiência visual, seguidas por 13 milhões com deficiência física ou motora, deficiência auditiva 9,7 milhões e deficiência mental/intelectual com 2,6 milhões.

Por muitos anos as terminologias usadas para se referir a uma pessoa com deficiência insistiam em colocar o aspecto clínico da doença ou deficiência a frente da pessoa. Isso já foi superado e, por meio de novas nomenclaturas, referir-se a pessoa com deficiência traz compreensão que todos têm direito.

Ao se direcionar a uma pessoa, o comunicador deve manter uma postura que respeite as limitações que aquela deficiência a acarreta. Isabel também deu exemplos dos termos incorretos, ainda muito usados nas redações da grande mídia.

Com o objetivo de apresentar as informações atualizadas sobre os conceitos e terminologia correta para atendimento, o relacionamento profissional e pessoal, entre pessoas com e sem deficiência, o encontro foi bem direcionado aos formadores de opinião de grandes veículos de comunicação impresso, eletrônico e digital, e, possibilitou a atualização desses profissionais para que além do conhecimento adquirido, consigam disseminar a cultura da diversidade e do respeito.

Outra convidada da mesa redonda foi a produtora do Jornal Nacional, Ellen Nogueira. Sua abordagem foi o tema “A inclusão na TV”. Ellen confessou a falta de conhecimento dos jornalistas nas redações sobre segmento e admitiu que tanto ela como seus colegas têm muitas dúvidas quando vão se referir ou até mesmo elaborar matérias com o tema. “Sempre ficamos nos perguntamos qual é o termo correto. Realmente por falta de conhecimento sobre essa área, acabamos cometendo alguns deslizes, e por conta disso, recebemos uma enxurrada de reclamações”, contou a produtora do JN.

Os profissionais de comunicação podem conferir no link abaixo as recomendações divulgadas pela Secretária Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Esse manual contém as formas corretas e incorretas para se referir e se relacionar com as pessoas com deficiências.

http://egecom.sedpcd.sp.gov.br/arquivos/recomendamos.pdf

 

TOM – A tecnologia a favor da pessoa com deficiência

Um dos diversos eventos que foram promovidos pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, foi o TOM, esse projeto foi desenvolvido para estimular à inovação no setor de Tecnologia Assistiva.

Alunos e professores das áreas de engenharia, computação, entre outras disciplinas buscam na inovação de novos projetos, oferecer por meio da tecnologia, produtos e serviços que possibilitem maior mobilidade e autonomia para a pessoa com deficiência. Essas soluções inovadoras podem levar um grande número de pessoas com limitações motoras, visuais, auditivas ou intelectuais a terem uma melhor qualidade de vida e expressarem de maneira mais ampla suas habilidades.

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Os projetos apresentados foram:

  • Eye-tracking – controle de cadeira de rodas motorizada através do olhar;
  • Exoesqueleto para reabilitação de membros superiores;
  • Controle de ambientes (Hands Free World Control);
  • Programa Mão 3D – três soluções em próteses para crianças;
  • Cadeira de rodas motorizada infantil de baixo custo;
  • Interação com computador pelo olhar;
  • Campainha para pessoas com deficiência auditiva;
  • Projeto para higiene íntima voltado para pessoas com dificuldades de função manual;
  • IOT – Internet das coisas auxiliando pessoas com mobilidade reduzida;
  • Chromonautics – jogo que auxilia na detecção de daltonismo.

Por Brenda Cruz / Fotos: Jessica Carecho

 

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