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Dia 20 de fevereiro de 2017 | Por Audrey Scheiner | Sobre Arte e Cultura e Música e Notícias

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A alegria de desfilar na avenida e gritar a todo pulmão o samba enredo da escola é um direito para todos. E é isso que a escola de samba Acadêmicos do Tatuapé promove aos seus 2.600 participantes. Isso inclui as cinco pessoas com deficiência que fazem parte do festejo.

Foto ilustrativa do tema da escola de samba.

Foto ilustrativa do tema da escola de samba.

A paralisia cerebral não impediu Maria Carolina, 16, de curtir o carnaval da escola que ela frequenta  desde os quatro anos.  Ela participa assiduamente dos ensaios. Segundo Simone Tomaz, sua mãe,  a empolgação da filha ainda criança fez com que a família entrasse de cabeça nos desfiles da escola. “Eu e Fábio Batista, pai da Carol, descobrimos através da empolgação dela em ver pela TV as vinhetas de carnaval, que ela era uma apaixonada por samba. Então, resolvemos levá-la a um ensaio de rua da escola em 2013. Foi paixão à primeira vista, sentimos seu coração palpitar forte, os olhos brilharam e ela ficou extremamente feliz”, relata Simone.

Simone Batista com sua filha, Maria Carolina. a jovem participa dos desfiles da escola desde criança.

Simone Batista com sua filha, Maria Carolina. a jovem participa dos desfiles da escola desde criança.

No ano passado, Maria Carolina estreou na passarela do samba, desfilou no carro alegórico Ratos e Urubus – enredo que falava da Beija-Flor de Nilópolis – fantasiada de mendiga. Segundo Simone, foi o momento mais feliz de sua filha.

Outros participantes, como: Silmara Coelho, deficiente visual, Guilherme da Rocha Alves, com paralisia cerebral, Laura Reis, com Síndrome de Down, e Ivoninha Gomes, que tem dificuldade motora em função de um AVC, compõem o grupo de pessoas com deficiência da escola.

O escola não possui uma ala própria para pessoas com deficiência, mas cada um dos cinco participante participam de diversas alas.

Guilherme acompanhado de sua mãe. O escola não possui uma ala própria para pessoas com deficiência, mas cada um dos cinco participante participam de diversas alas.

Ivoninha Gomes e Silmara Coelho saem no carro quatro, que é intitulado África é cultura… É Semba e Congada e Maracatu!. Essa ala faz parte da Velha Guarda, representando os Reis do Congo. Maria Carolina e o Guilherme também fazem parte dessa ala, porém, junto ao grupo das crianças, representando o Rei e Rainha do Maracatu. Já, Laura Reis desfila na pista, na ala três, chamada Reino do Congo.

Simone Tomaz é só elogios para a Acadêmicos do Tatuapé. “A escola literalmente acolheu nossa família, pois fomos bem recebidos desde o primeiro dia. A Acadêmicos do Tatuapé é livre de preconceito e disposta a atender a todos. Encontramos pessoas solidárias e do bem. Ali é uma fábrica de sonhos, paixões, realizações e afirmo: é para todos”, finaliza.

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