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Mohammed, 8 anos, surdo, nasceu na Síria e vive há três anos no subúrbio de Beirute, no Líbano, onde frequenta o Instituto Andeweg para Surdos (Faid), mas foi somente em uma escola libanesa que o garoto sírio teve a oportunidade de fazer novas amizades e aprender as primeiras palavras.

Assim como no Brasil, muitas escolas na Síria não têm estrutura para receber alunos com deficiência. Segundo dados de organizações humanitárias, estima-se que cerca de 1 milhão de refugiados sírios apresentam deficiência física, sensorial ou intelectual, e consequentemente sofrem dificuldades para frequentar o ambiente escolar.

“Eu consigo ver claramente o quanto ele progrediu desde que começou a vir aqui. Ele finalmente consegue falar, fez amigos, ele é muito feliz”, comemora a mãe Salima, em depoimento aos funcionários da Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

Mesmo com a oportunidade, Mohammed ainda precisa passar por uma cirurgia e de um aparelho auditivo adequado para frequentar as aulas, mas com o auxílio do Faid as possibilidades de crescimento do garoto só aumentaram.

“É essencial que as crianças com deficiência tenham acesso à educação e cuidados especializados para que possam recuperar sua autoconfiança e se tornarem membros ativos da sociedade”, explica Mireille Girard, a representante do Acnur no Líbano.

Os estudantes com deficiência que possuem diferentes graus de dificuldade de fala e audição recebem atendimento personalizado de ensino gratuito, como alfabetização em inglês, libanês e árabe, terapia, aconselhamento e apoio às famílias do subúrbio, roupas e alimentos distribuídos no local, entre outros.

Para Lina Atallah, supervisora acadêmica do Faid, o incentivo às crianças possibilita a ida para a universidade, como cita casos de ex-alunos do instituto. “Nós trabalhamos na construção da personalidade das crianças a fim de prepará-las para a vida. Elas precisam descobrir que são boas. Todas são guerreiras”.

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