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Facebook promove evento de acessibilidade em SP
Dia 17 de outubro de 2017 | Por Audrey Scheiner | Sobre Notícias e Tecnologia
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A sede do Facebook no Brasil, na região do Itaim Bibi, na capital de São Paulo, ofereceu ontem, 16, palestra, debate e workshop para um público composto de personalidades do universo da pessoa com deficiência e também para os jornalistas.  O foco era os preparativos para a inovação em acessibilidade da rede social para suas próximas atualizações, visando à melhoria da experiência das pessoas com deficiência em relação à plataforma.

Chris Langston, pesquisador de acessibilidade do Facebook. Um dos pontos de pesquisa de Langston é como adaptar as traduções em Libras para a plataforma.

Chris Langston, pesquisador de acessibilidade do Facebook. Um dos pontos de pesquisa de Langston é como adaptar as traduções em Libras para a plataforma.

A manhã começou com a palestra intitulada Acessibilidade no Facebook, ministrada pelo pesquisador do time de acessibilidade Chris Langston, que veio ao Brasil exclusivamente para o evento.

Langston relatou seus meios de pesquisa e o que pretende desenvolver para o Facebook na questão de acessibilidade para pessoas surdas, cegas, com mobilidade reduzida e deficiência intelectual. “Trabalhei com pessoas com deficiência e pude conhecer bem as condições delas e também já desenvolvi pesquisas com o intuito de auxiliar jovens e adultos a chegarem na universidade”, disse o pesquisador no início de seu seminário.

Segundo Langston, a comunidade das pessoas com deficiência é muito vasta e ao mesmo tempo, complexa. Para desenvolver um novo sistema de acessibilidade na rede social e torná-la agradável e benéfica para o bem-estar de todos, o pesquisador dividiu as necessidades de cada deficiência e planejou como cada pessoa poderia usufruir da tecnologia de acordo com suas condições.

“Acreditamos que acesso é oportunidade. Quando as pessoas estão conectadas, isso se torna benéfico para todos. Queremos juntar o mundo e proporcionar mais acessibilidade no universo do ensino também”, comenta Chris Langston.

O projeto ainda está em fase de pesquisa, porém, o pesquisador traz ótimas expectativas para o futuro, principalmente para as pessoas com deficiência visual. “Cada vez mais a internet se comunica com fotos e vídeos. Queremos incluir mais cegos nesse mundo. Investimos em descrição de imagens, inteligência artificial e nossas câmeras mais acessíveis. É importante que os softwares sejam acessíveis antes de serem lançados”.

Informação ampliou horizontes

A segunda palestra – Acessibilidade no Brasil: Políticas Públicas e Perspectivas, foi comandada pela carismática deputada federal Roseane Estrela, conhecida como Rosinha da Adefal (referência à Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas).

Rosinha da Adefal comentando dados relacionados às pessoas com deficiência no Brasil.

Rosinha da Adefal comentando dados relacionados às pessoas com deficiência no Brasil.

Rosinha frisou a importância de projetos como esse para as pessoas com deficiência. “Pelo ponto de vista da pessoa com deficiência, sem acessibilidade não se tem acesso aos demais direitos. Em qualquer ação que discuta tecnologia, políticas e acesso a qualquer serviço eletrônico e social, é imprescindível a participação das pessoas com deficiência”, afirma Roseane, que deu um panorama geral do universo da pessoa com deficiência no Brasil, além de abordar políticas públicas e dados socioeconômicos.

Marcelo Betoluci, Paula Pfeifer, Patrícia Senise e Guilherme Bara.

Marcelo Betoluci, Paula Pfeifer, Patrícia Senise e Guilherme Bara.

Patrícia Senise, executiva da empresa Hand Talk, que é desenvolvedora do aplicativo de interpretação em Libras Hugo; Paula Pfeifer, escritora do blog Crônicas da Surdez; Marcelo Bertoluci, diretor de comunicação da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis), e Guilherme Bara, Gerente de Diversidade para a América do Sul da empresa Basf foram os integrantes do painel O futuro da acessibilidade e tecnologia: desafios e oportunidades.

Em diferentes campos de atuação, os quatro protagonistas deram suas opiniões a respeito da discriminação, exclusão e falta de acessibilidade pelos quais passa a pessoa com deficiência no Brasil. Para finalizar, o workshop Facebook para ONGs: ampliando vozes e causas, foi ministrado por um especialista da plataforma a fim de potencializar os ganhos e a visibilidade de ONGS.

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