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Dia 21 de março de 2016 | Por Brenda Cruz | Sobre Notícias e Tecnologia

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Na última sexta-feira, 18 de março, aconteceu a premiação da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) no auditório do Centro de Difusão Internacional da Universidade de São Paulo. A FEBRACE é um movimento nacional de estímulo ao jovem cientista, que todo ano realiza na USP uma grande mostra de projetos. Voltada para alunos do ensino médio do país, é organizada pela Politécnica da USP.

Finalistas de todas as regiões do Brasil reuniram-se para concorrer aos prêmios em diversas categorias. Os jovens inventores impressionaram com um potencial elevado para as ciências e tecnologias. Entre as categorias premiadas, destacam-se os prêmios de Inovação em acessibilidade e Inclusão da Pessoa com Deficiência e o Prêmio de Contribuição em Tecnologia Assistiva (CNRTA) e CTI Renato Archer.

O Projeto Tradutor de libras: uma mão na educação foi desenvolvido pelos alunos da E.E. Aristofanes Fernandes de Santana do Mato, Rio Grande do Norte. O protótipo criado teve o objetivo de ajudar professores e alunos em sala de aula, para melhorar a comunicação com o aluno surdo. Representando a turma, Laura Dyane de Lima Caetano e Gilliard Gleizer de Souza, ambos com 18 anos, contaram que a luva desenvolvida teve o custo final de R$ 97, e que foram utilizados materiais reciclados. “O grande diferencial do nosso projeto é os sensores flexíveis que foram criados por nós. Os que existem hoje no mercado são muito caros e de difícil acesso. Nós desenvolvemos o nosso próprio para não quebrar a nossa meta de criar um protótipo de baixo custo.”

Já o projeto dos alunos do Colégio Bandeirantes de São Paulo foi o Cromatoscopiofone: protótipo em Arduino para identificação de cores para deficiências visuais. Consiste na construção de um sistema com sensor de RGB que lê cores em notas de real e informa para a pessoa através de fones de ouvido, com o objetivo de auxiliar pessoas com deficiência visual a identificar cores. “O projeto começou depois de uma visita monitorada no Instituto LARAMARA (Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual). Conversamos com os técnicos do Instituto, que falaram que nossa ideia era inédita, e a partir daí começamos a desenvolvê-lo”, conta Rodrigo Koozo Sakano Kamimura, 17 anos. O outro integrante, Lucas Liberman, 16 anos, revelou que todo o projeto custou em torno de R$ 300, mas que se for produzido em larga escala, pode chegar em torno dos R$ 50.

A Etec Dr. Emílio Hernandez Aguilar, Franco da Roch, São Paulo, também levou para casa o prêmio de tecnologia assistiva. Vitor Augusto Souza e Jeonatã Apóstolo de Oliveira, ambos de 17 anos, contaram que o projeto PlayDown ajuda a estimular a coordenação motora de crianças com Síndrome Down.  Essas atividades instigam a curiosidade, disciplina, criatividade e interesse da criança. O trabalho apresenta itens como: criação e manipulação de imagens e figuras e minijogos interativos. “Todo o nosso projeto foi baseado em uma pesquisa através de um questionário na APAE e também no Instituto CEMAD (Centro Médico do Aparelho Digestivo), que cuida de crianças com Síndrome de Down e Autismo”, contou Jeonatã.

O projeto foi desenvolvido como trabalho de conclusão de curso, durou um ano e meio, e hoje já foi implantado no CEMAD e nas APAEs de Franco da Rocha, Francisco Morato e Mairiporã.

Cid Torquato, secretário adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, esteve no evento e se mostrou bastante contente com a premiação. “A Febrace é um super evento de inovação e tecnologia, talvez o principal evento estudantil nessa área. É um espaço onde assuntos ligados à pessoa com deficiência são tratados com importância e relevância”. Ele conta que poucas instituições dão tanto destaque às tecnologias assistivas como a escola Politécnica da USP. “Nós precisamos disso, precisamos da inovação para que o mercado de tecnologia assistiva cresça. Para que tenham mais produtos, serviços, recursos, alternativas e mais possibilidades. Sabemos da importância dessas tecnologias para a qualidade de vida das pessoas com deficiência”, finaliza Torquato.

Por Brenda Cruz

Fotos: Nathalia Henrique

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