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“O que nos move são os nossos sonhos”, afirmou Yohansson do Nascimento, paratleta brasileiro, ao ser questionado sobre sua força de vontade nos esportes. O velocista, que não tem nenhuma das mãos, foi um dos personagens principais do filme lançado ontem no Memorial da Inclusão em São Paulo.

Paratodos, o documentário do diretor Marcelo Mesquita demorou três anos para ficar pronto e foi exibido em primeira mão para alunos da Rede Pública de Ensino, jornalistas e pessoas que lutam em favor da inclusão de pessoas com deficiência.

Com duração de 1 hora e 40 minutos, o longa apresentou mais do que belas histórias, descortinou os bastidores dos treinamentos, os desprazeres da derrota, o suor, a dor, a realidade. Momentos estes que renderam penosas e triunfantes medalhas ao Brasil no futebol de 5, na natação, na paracanoagem e na corrida dos 200m.

Mostrada de forma humanizada, a deficiência não foi a protagonista da história, mas sim, a vontade de vencer, o esforço, a coragem de quem sabia que podia chegar longe.

No desenrolar das cenas, é possível rir e ao mesmo tempo se emocionar com as particularidades de cada trajetória.

Paratodos nas escolas

O filme Paratodos será disponibilizado às escolas públicas que queiram transmiti-lo gratuitamente a seus alunos (esta é uma ação da Sala 12, responsável pelo longa, em parceria com a Taturana – Mobilização Social, e patrocinado pela Caixa Cultural, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e a Secretaria de Estado da Educação). Segundo Marcelo, a intenção é que a causa seja propagada gerando conscientização sobre a acessibilidade, a inclusão e o respeito.  “Eu estudei em um colégio privado, em uma das melhores escolas de São Paulo. Não tinha nenhuma pessoa com deficiência. Quando eu decidi produzir o filme,  percebi que não recebi uma educação inclusiva, e acredito que tenho uma responsabilidade por isso” explica Marcelo, à Revista D+, sobre a iniciativa.

Nos cinemas, em sessões especiais, o filme estreia dia 23 de junho. As escolas que queriam receber o filme devem preencher o formulário no site https://taturanamobi.com.br/

Alunos da Rede Pública no Memorial da inclusão. Foto: Cíntia Alves

 

Por Renata Lins

 

 

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