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Dia 30 de novembro de 2015 | Por Cintia Alves | Sobre Notícias e Trabalho

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A Fundação Síndrome de Down, em Campinas, realizou na última sexta-feira, 27, o 6º Café com RH, em que fez também a entrega do selo “Empresa Inclusiva”.  O intuito do evento foi premiar ações afirmativas desenvolvidas por empresas que realizam inclusão de pessoas com deficiência intelectual no mercado de trabalho.

Com a Lei de Cotas (Lei 8.213, de 24 de julho 1991) muitos empregadores afirmam sentir dificuldades para encontrar pessoas com deficiência que completem o quadro de funcionários, o que faz com que esses empresários procurem instituições que os auxiliem nesse processo de inclusão. A fundação, portanto, se propõe a auxiliar, dentro da necessidade e do perfil de cada organização, a inserção do profissional com deficiência de forma natural, respeitando a diversidade e a diferença.

Processo de inclusão da fundação

Segundo a assessora de acesso ao mercado de trabalho da fundação, Paula Chagas, a parceria com as empresas surgiu há 16 anos, com a necessidade de incluir jovens e adultos no trabalho. Ao longo de todo esse período, eles realizam instruções teóricas e atividades na prática, preparando o profissional com deficiência para atuar em algum setor da empresa, além de trabalhar as relações interpessoais, e questões como respeito à hierarquia e às regras. Paula afirma que a tarefa da fundação não é ensinar uma profissão, mas preparar o indivíduo para lidar com as situações de um ambiente corporativo.

Assim como a qualificação dos candidatos, a empresa também recebe uma capacitação para que possa incluir, de fato, e não contrate apenas para o cumprimento da Lei.

Trabalhando sonhos

Além da capacitação para o mercado real, a fundação se empenha em realizar o “emprego dos sonhos”. Trabalhos como o de modelo, bombeiro, cozinheiro são almejados pelas pessoas com deficiência, e, conforme as competências de cada um, são direcionadas a empresas que disponibilizam tais vagas. “Nós olhamos essa pessoa além da deficiência, afinal todos os seres humanos têm limitações”, afirma Paula.

Barreiras

A assessora de acesso ao mercado de trabalho afirma que ainda existem barreiras na contratação de pessoas com deficiência, sobretudo intelectual. As maiores alegações dos empregadores, segundo ela, são a baixa produtividade ou baixa escolaridade. Porém, Paula assegura que a produção só é comprometida quando o indivíduo desenvolve uma função para a qual não tem habilidades, como todas as pessoas sem deficiência também. A escolaridade ainda é um grande desafio, mas a fundação conta com apoios para suprir essas necessidades, criando métodos alternativos para o desenvolvimento da função, como, por exemplo, a criação de uma cartilha que ajudava um funcionário com síndrome de Down a compreender a ordem alfabética em que precisava organizar os arquivos.

Futuro

A expectativa para os próximos anos da fundação é expandir o projeto já desenvolvido, ampliar as parceiras com as empresas, e trazer mais 30 jovens que ainda não passaram pelo processo de “capacitação” e formá-los para o trabalho.

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Por Renata Lins

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