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Dia 19 de outubro de 2015 | Por Brenda Cruz | Sobre Esporte e Notícias

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Quem disse que pessoas com deficiência não podem praticar esportes radicais? Os grupos “Sem Limite”, “Rapel Friends Adventure R.A” e os funcionários do Centro Especializado de Reabilitação (CER IV) M’Boi Mirim provam que podem sim!

Alan Ferreira, criador do grupo Sem Limites, pratica rapel na Av. Sumaré, na cidade de São Paulo, em meio aos prédios. Este ano, realizou o 4º rapel inclusivo voltado às pessoas que têm deficiência. Segundo ele, desde que bem orientado, esse esporte traz muitos benefícios à saúde e à autoestima.

A ideia de levar PcDs para o rapel surgiu de um paciente do CERIV que havia sofrido um Acidente Vascular Encefálico (AVE) e perguntou se poderia voltar a praticar esportes. Então, foram feitas adaptações para que ele pudesse descer os paredões verticais com o uso de cordas e equipamentos seguros. “O ideal é fazer um rapel guiado para a pessoa descer mais livre, sem contato com parede, árvores e também sem a cadeira de rodas”, explica Alan.

O rapel inclusivo foi possível graças à parceria entre os três grupos: Grupo Sem Limite, o Rapel Friends Adventure R.A e CER IV M’Boi Mirim. Cerca de dez pessoas com deficiência puderam praticar o esporte na Av. Sumaré, com monitoramento de seus sinais vitais e condições emocionais para o exercício.

Alguns cuidados devem ser tomados para que ocorra tudo bem. É importante checar se os instrutores são realmente capacitados para utilizar devidamente os equipamentos. As condições de saúde também devem ser verificadas. Por exemplo, pacientes em tratamento de úlcera por pressão, ou doenças cardíacas não devem realizar esse esporte, afirma o fisioterapeuta do CER IV M’Boi Mirim, Eduardo Moreira.

A ideia de Eduardo é continuar com o esporte e trazer além de cadeirantes, pessoas com outras deficiências “A própria palavra rapel, em francês, significa chamar ou recuperar, promovendo inclusão através do esporte […]”.

Por Renata Lins

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