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Dia 1 de dezembro de 2016 | Por Cintia Alves | Sobre Educação e Notícias

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Texto: Rúbem Soares

A Universidade Federal de São Paulo recebeu no último sábado (26), o II ESC – Encontro dos Surdos com as Ciências, organizado pelos alunos do curso de extensão de Libras e do curso de Licenciatura em Ciências da Unifesp, campus Diadema, e coordenado pela Profa. Dra. Silvana Zajac. O evento proporcionou aos surdos experiências práticas nos laboratórios da universidade. A primeira edição ocorreu em dezembro de 2015.

A proposta do evento é apresentar todos os experimentos usando a comunicação direta em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Isso envolve o compromisso dos alunos de se preparem para interagir com os surdos, preferencialmente, em Libras. A abertura do evento foi conduzida por Barbara Schwartz, aluna do curso de Licenciatura em Ciências.

Além disso, teve a apresentação da história do Instituto Santa Terezinha, feita pelo aluno Gabriel Herique de Petta. Ele e Natalia Helfstein, também aluna do Santa Terezinha, respectivamente, foram os vencedores do concurso de criação do sinal e do logo do ESC.

A apresentação foi resultado do projeto Ensino de Leitura e Escrita para Surdos, realizado pela Profa. Dra Silvana Zajac, em parceria com o Instituto, do qual  ambos os alunos participam. “Nunca vi essas matérias explicadas de forma tão claras, diferente do que a gente vê na escola. Isso faz a gente gostar das ciências”, disse Gabriel. A explicação diretamente em Libras facilita a compreensão e “muitos surdos deveriam vir para o ESC, pois iriam gostar muito” avaliou Natália.

Ainda na abertura, Joice Alves de Sá, surda, representante da Revista D+, fez a apresentação da publicação, reforçando que os conteúdos da revista estão acessíveis em Libras no site www.revistadmais.com.br

A programação deste ano foi ampliada. Além das estações de Biologia, Física, Matemática e Química, teve uma estação específica de vídeos com atividades realizadas na disciplina de Libras e curtas produzidos pelo Porta dos Surdos, canal cômico, em Libras, da Revista D+.

A Revista D+, assim como na primeira edição, patrocinou e cobriu o evento, além de disponibilizar parte da equipe de intérpretes de Libras para todas as atividades. Rafaela Prado foi a coordenadora dessa equipe, composta por Antonia R. Bnfatti, Carlos Silvério, Thiago Laubstein, David Gomes e Jennyfer Alves (da Revista D+);  Alice Stephanie, William Francioni;  Vivian Pataro Moraes e Leilane de Morgado Bispo (ambas guias-intépretes).

Com 113 participantes, incluindo ouvintes, o evento recebeu surdos da capital, grande São Paulo, Rio de Janeiro e Juiz de Fora. Um dos maiores desafios foi atender a um participante surdocego, Carlos Alberto Santana. Algumas das atividades foram adaptadas para que ele pudesse participar. Carlinhos – como é conhecido – ficou admirado com os experimentos de que participou: “nunca tive oportunidade de fazer essas atividades dessa forma nas escolas que estudei”, admitiu ele, derramando elogios aos alunos que organizaram o evento.

Silvana Zajac afirma:  “este evento é uma oportunidade ímpar de promover e difundir a comunicação entre surdos e ouvintes por meio da Libras em contextos de aprendizagem. Ressalto que essas trocas são importantes tanto para os surdos participantes quanto para os alunos da universidade, que futuramente estarão exercendo a docência no atual contexto de educação inclusiva”. A professora entende, também, que nesse evento, a universidade cumpre o seu papel de extensão, ensino e pesquisa. “O evento também se configura numa riquíssima oportunidade de campo de pesquisa, principalmente, na formação de professores de ciências e na área da Libras no contexto educacional”, finaliza.

A Profa. Dra. Ana Gouw, coordenadora do curso de Licenciatura em Ciências, entende que este evento também faz com que a universidade esteja mais próxima da sociedade, respeitando e atendendo à diversidade e não só os que veem e ouvem. “Promover essas atividades de ciências e matemáticas é muito enriquecedor. Para mim está sendo, por ver como os alunos interagem com os surdos [em Libras], este público que está distante do  nosso dia a dia”, avaliou.

No final do evento, foi oferecido um delicioso coffe break e um divertido torneio de  quebra-cabeças. O grupo vencedor foi o composto pelos surdos Gabriel e Hanna (do Santa Terezinha) e pelos ouvintes Robson e Ocnan, alunos da Unifesp Diadema.

Veja abaixo o vídeo com resumo do evento:

Confira a galeria de imagens:

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