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Instituto Olga Kos lança livro em comemoração aos 10 anos de inclusão
Dia 29 de março de 2017 | Por Audrey Scheiner | Sobre Literatura e Notícias

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No dia 28 de março aconteceu o lançamento do livro 10 Anos de Inclusão: Instituto Olga Kos, contando a história da organização, que já beneficiou mais de dez mil pessoas e, atualmente, atende cerca de três mil crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual ou em situação de vulnerabilidade social. O evento aconteceu na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, e a Revista D+ esteve por lá.

O livro, escrito pelo historiador Célio Turino, já é o segundo que o autor produz para o instituto. “Em 2010, eu fiz um registro sobre os cinco anos do IOK. Para escrever esse, sobre os 10 anos, visitei cada oficina e núcleo de atividade”. Segundo Turino, o método de pesquisa usado foi conversar com as mães das crianças da organização e dos adolescentes que participam das oficinas de artes e esportes. “Minha escrita é sempre humanizando as pessoas”, afirma ele.

Célio Turino - Priorizador da escrita humanizada.

Célio Turino – Priorizador da escrita humanizada.

Turino enfatizou na obra os pontos mais fortes que a fundação proporciona para a vida dos jovens com deficiência intelectual que frequentam o local. “As oficinas de artes têm efeito terapêutico e proporcionam desenvolvimento, ampliando o horizonte não só do dos meninos e das meninas que participam das oficinas, mas de quem conhece essas atividades”.

Valéria Aparecida Siqueira, 51, é mãe de Pedro Henrique, 21, que tem síndrome de Down. De acordo com a mãe, o filho ama praticar Tae-kwon-do na fundação. “Espero que o instituto continue mais dez anos. Se não fosse por ele, não sei o que seria das nossas crianças. As oportunidades que são oferecidas não têm preço. O mais importante é que o Pedro está feliz e adora o que faz”.

olga e neto

Olga Kos e seu neto curtindo o lançamento do livro.

Vice-presidente do instituto, Olga Kos, esposa do então presidente Wolf Kos, relata que é gratificante a fundação chegar aos dez anos intacta, apesar das dificuldades de apoio do governo federal em relação às instituições do terceiro setor. “Nós estamos há dez anos na estrada, sempre lançando livros de pintores e artistas contemporâneos que, em contrapartida, dão oficinas para os nossos jovens. Que Deus nos ajude a atingir 20 anos de trabalho”, afirma Olga.

Segundo a vice-presidente, o grupo sempre vai tentar integrar as pessoas com deficiência intelectual na sociedade, pois elas podem auxiliar e, principalmente, ensinar. “Basta conseguirmos acompanhar o tempo delas, e tudo vai dar certo. São sensacionais! Temos que fazer com que essas pessoas interajam ao máximo com outras”. Sobre os projetos futuros, Olga foi direta. “Sobreviver. O nosso projeto hoje em dia é sobreviver”.

Veja mais fotos do lançamento do livro abaixo.

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