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O macacão e o blazer desenvolvidos pelo instrutor de educação profissional na área do vestuário do Senai de Campo Grande, Eduardo Inácio Alves, 24 anos, integraram o look que obteve o 3º lugar no 7º Concurso Moda Inclusiva Edição Internacional, realizado no dia 9 de novembro, em São Paulo (SP), durante a Feira+Fórum Reabilitação. Tanto o macacão, quanto o blazer têm aberturas totais nas laterais, sendo que no caso do macacão, o top e a calça também podem ser destacados, facilitando ainda mais a independência e o conforto dos cadeirantes.

“Eu pensei no look para atender os cadeirantes e observei que quando pensamos em algo para atender esse público específico, outras pessoas também são beneficiadas”, disse Eduardo Alves, completando que o macacão também possui um bolso por dentro da calça para colocar bolsa coletora e não a deixar exposta, além de argolas feitas do mesmo tecido para facilitar as pessoas que têm problemas motores se vestirem sozinhas. “As etiquetas das peças foram feitas em braile”, reforçou.

Na avaliação do instrutor do Senai de Campo Grande, a participação no Concurso proporcionou a mudança do olhar para a questão da moda. “A questão da funcionalidade e conforto são tão importantes quanto o design. Eu pretendo disseminar isso aos meus alunos para que busquem desenvolver peças que atendam o maior número de pessoas”, declarou.

Apaixonado pela área desde os 18 anos, o instrutor fez faculdade de moda em Campo Grande, passou por curso na área do vestuário oferecido na modalidade de aprendizagem industrial pelo Senai de Campo Grande e também pelo curso técnico em beneficiamento têxtil disponibilizado pelo Senai Cetiqt, no Rio de Janeiro. Ele já participou de outros concursos e representou o Estado no Brasil Fashion Design, realizado no ano de 2012 em Goiânia (GO), e no Festival do Lixo e Cidadania, promovido no ano de 2014 em Brasília (DF).

No Concurso de Moda Inclusiva, entre estilistas de todo país, Eduardo Alves e mais 19 profissionais foram classificados para a final e os três melhores colocados foram premiados. O concurso tem como objetivo provocar um novo olhar nos jovens estilistas e soluções que facilitem o cotidiano da pessoa com deficiência, promovendo uma moda diferenciada e acessível, além de proporcionar mais funcionalidade ao vestuário e autonomia ao usuário.

Fonte: Jornal Agora MS

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