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Dia 10 de setembro de 2016 | Por Cintia Alves | Sobre Notícias e Paralimpíada

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A incrível apresentação dos bailarinos Renata Mara, com baixa visão, e Oscar Capucho, cego, ao som das Bachianas Brasilieras Nº 4, de Villa-Lobos, e coreografia de Cassi Abranches, do Grupo Corpo, na Cerimônia de Abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 enfatizou a importância da dança como forma de inclusão.

Mesmo com deficiência visual, ambos descobriram na dança uma maneira de conquistar os sonhos e redescobrir os seus próprios sentidos e também os do público. “Como tinha dificuldade de estudar, achava que dançar ia ser mais fácil, mas participava de audições e não passava da barra. Criei o Projeto Singular, e foi a primeira vez que a dança e a deficiência visual se encontraram na minha vida. A partir daí, as portas de abriram”, conta Renata em entrevista coletiva no Rio Media Center (RMC), aqui no Rio de Janeiro.

Atualmente o mineiro Oscar Capucho atua em diversos espetáculos do grupo Teatro dos Sentidos, levando ao público uma técnica de encenação especial para cegos e também vendas para os olhos de pessoas sem deficiência visual. Em breve, o ator e dançarino estreará Imagens de um cego, com o Teatro dos Sentidos.

Para a dupla, a apresentação nos Jogos Paralímpicos é apenas o primeiro passo para a mudança na sociedade em relação às pessoas com deficiência, principalmente para os cegos. “É preciso mudar a atitude  em relação aos deficientes, e isso começa a acontecer quando uma pessoa se coloca no lugar de um cego”, afirma Oscar. Renata afirma que a criação de políticas públicas é necessária para que pessoas com deficiências possam ter mais oportunidade em qualquer área profissional.

Por Cintia Alves, do Rio de Janeiro / Fotos RMC

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