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Dia 17 de novembro de 2015 | Por Cintia Alves | Sobre Cultura e Notícias

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Maria Isabel da Silva é jornalista, assessora de comunicação, especializada em comunicação inclusiva e mídias digitais. Ministra aulas, palestras, consultoria a empresas públicas e privadas e capacitação sobre acessibilidade e terminologia inclusiva com abordagem humanizada. A autora do livro “Estudo Comparado da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência” fez o lançamento de sua primeira obra durante o evento da Lei Brasileira de Inclusão no INRAD (Instituto de Radiologia do HC-FMUSP), na última sexta-feira, 13.

Como começou a sua luta e o seu engajamento para tratar do assunto “Pessoa com deficiência”?

Já faz bastante tempo, quase 20 anos. Em 1996, eu fui convidada para atuar na área da inclusão por uma instituição que se chama AME, que atua dentro da Companhia do Metrô. Ela é voltada à pessoa com deficiência. Como eu não tenho ninguém na minha família com deficiência e não tinha convivência, era “analfabeta” na área da inclusão. Lá eu recebi vários ensinamentos e uma capacitação maravilhosa, porque depois disso eu passei a atuar efetivamente, inclusive, me tornei ativista na área da pessoa com deficiência. Então, foi uma oportunidade de me envolver e trabalhar pela inclusão. E por não ter essa condição, atuo até de uma forma imparcial, porque não milito pela causa da pessoa com deficiência física, visual, auditiva ou múltipla, mas por todas as pessoas com deficiência.

Qual é a sua opinião, como jornalista, em relação à forma como a mídia aborda o tema “pessoa com deficiência”?

Ainda de forma insuficiente. Eu, como jornalista, difundo a forma adequada de tratamento, e de como mencionar a pessoa com deficiência. Nós ainda vemos muitos termos como “portador de necessidades especiais”, vemos ainda uma forma um pouco protecionista e assistencialista em relação às pessoas com deficiência. Mas, mesmo que essa abordagem seja, por vezes, incorreta e insuficiente, a gente já vê cada vez mais a pessoa com deficiência ‘na mídia’ e na sociedade, isso é muito positivo. E a Lei Brasileira de Inclusão veio como um benefício adicional para trazer mais visibilidade a essas pessoas.

Você tem mais obras publicadas?

Esse é o primeiro livro. Na verdade, foi construído durante todos esses anos e a gente está lançando hoje nesse evento do Ministério Público. Mas é o primeiro de outros. Já estou pensando em outros títulos, outras temáticas relacionadas à pessoa com deficiência. Uma das ideias que eu tenho é mostrar a trajetória da pessoa com deficiência ao longo dos séculos. Mostrar como era na idade média, que as pessoas eram descartadas no esgoto, em abismos. Mostrar como foi no meio do século XX quando começou a ter novas conquistas e avanços, até chegar aos dias de hoje, em que vemos a pessoa com deficiência em pleno mercado de trabalho, em plena sociedade. Então eu gostaria de fazer esse registo histórico da trajetória da pessoa com deficiência.

O que a pessoa que ler o seu livro vai encontrar?

Esse livro é um subsídio para que as pessoas que atuam na área do direito possam encontrar, em um só instrumento, a legislação, a Lei Brasileira de Inclusão, e também uma associação de cada artigo ao que existe na Constituição Brasileira e na Convenção da ONU sobre os direitos da pessoa com deficiência. Então, eu desejo que esse livro cumpra essa função, de ser um instrumento. Que a pessoa abra a o livro e encontre o que está na LBI e o que está na Constituição Brasileira em relação àquele tema abordado naquele artigo, e o que a convenção da ONU diz sobre isso. Então, é um instrumento jurídico de promoção dos direitos da pessoa com deficiência.

Por Renata Lins

 

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