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“Empreender é um potencial da espécie humana, é algo natural. O empreendedor não é alguém especial, é alguém que desenvolveu esse potencial, tal qual outros potenciais, como, falar, calcular, imaginar, correr… Empreendedor é aquele que transforma inovando e gerando valor positivo para a coletividade, não somente para si”.  Esse é um trecho pronunciado pelo coautor do livro Empreendedorismo Sem Fronteiras – Um excelente caminho para pessoas com deficiência, em entrevista à  edição 18 da Revista D+. A fala de Fernando Dolabela se adequa perfeitamente a um jovem com síndrome de Down que está em destaque em Nova York, nos Estados Unidos: John Cronin.

Ao lado do pai, Mark Cronin, John, de 22 anos, abriu em 2017 um empreendimento no segmento de meias. “Meias são divertidas, criativas e coloridas. Elas me deixam ser eu mesmo”, afirmou o jovem. Por sua vez, Mark reforça a ligação do filho com o objeto. “Ele sempre usou meias meio coloridas, meio doidas. Era algo que realmente gostava e aí sugeriu que nós as vendêssemos.”. A ideia de comercializar um produto divertido que surgiu ainda no final do ensino médio deu mais do que certo e a empresa faturou 1,4 milhões de dólares em apenas um ano de funcionamento. A dupla também chegou a doar 30 mil dólares para instituições sociais.

Apelidada de John’s Crazy Socks ou Meias Malucas do John em português, a loja ficou conhecida a ponto de fechar negócio com o primeiro-ministro do Canadá Justin Trudeau e o ex-presidente norte-americano George W. Bush.

Na plataforma virtual do empreendimento é possível encontrar em média 1,4 mil diferentes modelos de meias. Desde gatos e cachorros até caricaturas do atual presidente dos EUA Donald Trump. Ao fazer o pedido, o cliente recebe a mercadoria no mesmo dia com um pacote de doces e um bilhete feito a mão.

Engana-se quem pensa que o atendimento de qualidade para por aí. Caso a entrega seja perto, John leva as meias aos consumidores pessoalmente. “Ele trabalha muito na empresa. Nós chegamos ao escritório antes das 9h e saímos na maioria das vezes depois das 20h”, revela Mark, sobre o filho, que ainda pratica basquete, futebol e hóquei na Special Olympics – Entidade responsável por realizar eventos esportivos para pessoas com deficiência. Aliás, 5% dos lucros da Crazy Socks são doados à instituição.

Já para 2018, John e Mark planejam oferecer ao mercado meias personalizadas e pensam em abrir uma linha para vender em pequenas lojas. Outro objetivo dos sócios é construir um estúdio de gravação no escritório da empresa para produzirem uma quantidade maior de conteúdos para as redes sociais. 104.067 pessoas os seguem no Facebook enquanto 7.106 os acompanham no Instagram.

Gostou da iniciativa? Então acesse o site https://johnscrazysocks.com/ para mais informações. E não deixe de adquirir a edição 18 da Revista D+ para ler na íntegra a matéria de capa sobre empreendedorismo para as pessoas com deficiência! http://revistadmais.com.br/ed18/

 

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