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Num espaço pequeno dentro do Memorial da Inclusão, um grupo de crianças e adolescentes sentava-se em círculo. Na frente deles, uma tela de pintura e seis copinhos com tinta acrílica. No meio da roda, dois artistas da Associação dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP), com deficiência, mostravam como produzir suas artes. Um pintava com a boca e o outro com os pés. A oficina Criando e Pintando com a Boca e os Pés, ocorrida hoje, 15, teve como propósito uma mudança sensorial para os jovens: para criar uma arte não há limitações.

Arthur Ricardo David Hirche, 12, é dos jovens que ministrou a oficina. Com artrogripose múltipla congênita, o garoto começou a se interessar por pintura ao observar um pintor da associação fazendo um quadro de uma ave em uma exposição. “Aí eu falei para minha mãe que gostaria de fazer isso também. Ela correu atrás para eu poder realizar esse meu desejo e pinto desde então”, relata Arthur. Ele pratica a arte desde os cinco anos.

Além de aprender com vídeos na internet, Arthur também aprendeu dicas de pintura com sua tia.

Além de aprender com vídeos na internet, Arthur também aprendeu dicas de pintura com sua tia.

Sem poder mover o corpo do pescoço para baixo, por causa das articulações atrofiadas, o garoto revela que não teve dificuldade nenhuma em começar a usar o pincel. “Antes de eu começar a pintar, sempre fiz tudo com a boca, como mexer no computador e jogar videogame”, afirma. Para aprimorar-se, ele assiste videoaulas na internet. “Eu aprendi a pintar a flor copo de leite. Gosto bastante de flores e paisagens”.

Apto na pintura com os pés desde os 12 anos, Victor Pereira Santos, 24, com paralisia cerebral, estuda artes e procura sempre aperfeiçoar suas técnicas. “Assim, almejo ser um artista admirado e contemplado pela sociedade”, revela, com dificuldades para falar. O rapaz afirma que a iniciativa da oficina é extremamente importante para os jovens que estavam presentes. “Acho legal, porque, para fazer arte, basta ter força de vontade e  adaptar o seu corpo para a pintura”.

Victor faz parte da APBP desde que iniciou seu gosto pela pintura.

Victor faz parte da APBP desde que iniciou seu gosto pela pintura.

Segundo a Gerente de Marketing da APBP, Luciana Muniz, 38, o objetivo da oficina é mostrar a capacidade de pintar com a boca e com os pés para os jovens e dar uma nova percepção motora para elas. “É gostoso ver o resultado disso. Uma garota que estava fazendo uma arte com a boca me disse: ‘não vou sair daqui enquanto não terminar’. Isso é gratificante”, revela Luciana.

Veja mais fotos da oficina abaixo.

 

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