Referência em inclusão e acessibilidade!
ACESSO GRÁTIS | Leitor de Tela
Destaque (Rafael Lellis_1)
Dia 30 de janeiro de 2018 | Por Audrey Scheiner | Sobre Esporte e Notícias
Banner intérprete (2)

O papel do esporte na vida de qualquer pessoa vai além dos benefícios para a forma física. A prática esportiva pode proporcionar saúde mental a quem a pratica e melhorar seu convívio social. Para uma pessoa com uma deficiência física, como a distrofia muscular de Duchenne (DMD) – uma doença degenerativa rara que afeta cerca de um em cada 3.500 meninos no mundo e envolve restrição motora –, o esporte pode trazer muitos ganhos sociais.

Segundo a Dra. Alexandra Prufer, para os rapazes com DMD as vantagens do esporte são potencializadas. “Existem poucas formas habituais de lazer nas quais esses meninos conseguem se inserir de forma tranquila e, por meio dos esportes que são oferecidos para os cadeirantes, surge uma possibilidade”, comenta.

O atual capitão do time Rio de Janeiro Power Soccer, Rafael Lellis, confirma os benefícios. “O power soccer mudou a minha vida. Sempre quis praticar futebol e encontrei na modalidade uma oportunidade.” Praticante desde 2011, Rafael já levantou a taça de campeão brasileiro quatro vezes e uma vez a taça do campeonato Libertadores.

[Destaque] Rafael Lellis_9

O power soccer,  o futebol em cadeira de rodas motorizada, é uma modalidade popular entre pacientes com DMD e com deficiências que causam comprometimento nos membros inferiores e superiores.

“A descoberta do power soccer me deu a possibilidade de jogar de igual pra igual com todos, pois temos as mesmas dificuldades. É muito agregador praticar uma atividade em que eu consiga ter relacionamento com as pessoas que têm a mesma condição que eu”, conta Rafael. O esporte foi um ânimo em sua vida depois que trancou a faculdade após iniciar o uso de aparelho para auxiliar na respiração, que comprometeu o seu rendimento acadêmico.

Os inegáveis benefícios

Disputar e engajar-se em um exercício físico traz felicidade pela prática de uma atividade lúdica que possibilita trabalhar as habilidades e perceber que é possível melhorá-las. O esporte coletivo soma o benefício de compartilhar experiências com quem está na mesma situação com a possibilidade de sair do isolamento. Apenas frequentar o ambiente da prática esportiva já é muito significativo. “Ali vão surgir conversas que outras pessoas têm nas suas rotinas, nas atividades comuns que eles podem ter entre eles, sobre assuntos variados. São situações que vão despertar interesses para além do esporte, pra a vida como um todo”, comenta a neuropediatra.

Além do futebol, há a bocha paralímpica, que pode ser praticada por pessoas que utilizam cadeira de rodas motorizada. Dra. Alexandra ressalta que, em ambas as modalidades, é preciso cuidados e acompanhamento médico. A cadeira utilizada, além de ser especial para o esporte, precisa ser adaptada à pessoa que a utiliza, a fim de não acarretar vícios posturais. A atividade competitiva traz a possibilidade de pacientes com limitações motoras destacarem suas potencialidades e não suas limitações.

Mais informações sobre a distrofia muscular de Duchenne em www.detetiveduchenne.com.br.

Posts Relacionados

Assine a Revista D+