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Encomendada pelo Instituto Alana, pesquisa mostra que as percepções da população brasileira são favoráveis à inclusão de pessoas com deficiência na escola regular

Desde o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 da ONU, o mundo assume a promoção de uma educação inclusiva e igualitária como um direito fundamental. Para que a equiparação de oportunidades na educação regular aconteça é necessário que Estado, sociedade e famílias quebrem as barreiras que impedem o acesso, permanência, participação e aprendizagem de todos os estudantes. No Brasil, por exemplo, isso já está garantido em diversos documentos, sendo o mais recente deles a Lei Brasileira de Inclusão, de 2015, que assegura a plena inclusão da pessoa com deficiência em todos os âmbitos da vida em sociedade.

Para conhecer as percepções da sociedade em relação à educação inclusiva, o Instituto Alana encomendou ao Datafolha uma pesquisa inédita (https://alana.org.br/pesquisa-datafolha-educacao-inclusiva), que constata um amadurecimento sobre o tema: 86% das pessoas acreditam que as escolas se tornam melhores ao incluírem crianças com deficiência.

A educação inclusiva é aquela que, por princípio, entende que todos os alunos, com ou sem deficiência, podem aprender juntos. Essa é a percepção de 76% dos brasileiros, que concordam que as crianças com deficiência aprendem mais estudando junto com crianças sem deficiência. Para isso, as escolas devem considerar as diversas necessidades dos estudantes, de modo a garantir uma boa educação a todos em ambientes comuns de ensino. O educador tem um papel fundamental nesse processo e esse também é o entendimento de 71% da população, que concorda que os professores têm interesse em ensinar crianças com deficiência.

Além disso, as pessoas sem deficiência que convivem com pessoas com deficiência têm uma atitude ainda mais receptiva à educação inclusiva, já que 93% daqueles que convivem com pessoas com deficiência na escola são favoráveis à ideia de que as escolas se tornam melhores quando promovem a inclusão, em comparação com 85% de concordância das pessoas que não têm contato com pessoas com deficiência em lugar nenhum.

A diversidade nas escolas é transformadora e traz benefícios que se refletem na percepção da sociedade, inclusive, acerca dos direitos das crianças. A pesquisa aponta que 68% das pessoas discordam da ideia de que crianças com deficiência atrasam o aprendizado das crianças sem deficiência; 59% não concordam que seja melhor para as crianças com deficiência estudarem em escolas separadas e 60% entendem que a escola não pode escolher se aceita, ou não, matricular uma criança com deficiência.

Para Raquel Franzim, coordenadora da área de Educação do Instituto Alana, é importante valorizar a máxima de que a escola boa é uma escola para todos os estudantes, com ou sem deficiência. “A pesquisa indica o apoio da sociedade brasileira para a educação inclusiva. Não há como retornar ao modelo em que pessoas com deficiência ocupavam espaços e escolas separadas. A população compreende que, na escola comum, a diversidade é uma grande oportunidade para todos aprenderem mais”, afirma.

A pesquisa ouviu mais de dois mil homens e mulheres, acima de 16 anos e de diferentes realidades socioeconômicas em 130 municípios brasileiros, que responderam se concordavam ou não com dez afirmações sobre educação inclusiva. O levantamento, feito em julho, apresenta um nível de confiança de 95%, sendo que a margem de erros máxima para o total da amostra é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O resultado completo da pesquisa está disponível gratuitamente no site do Instituto Alana desde o Dia do Professor, 15 de outubro.

 

Sobre o Instituto Alana
Instituto Alana (https://alana.org.br/saiba-mais/) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que aposta em programas que buscam a garantia de condições para a vivência plena da infância. Criado em 1994, é mantido pelos rendimentos de um fundo patrimonial desde 2013. Tem como missão “honrar a criança”.

 

Fonte: 2PRÓ Comunicação

 

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